12 perguntas para João Porto, Sócio-fundador da TrackerUp

Imagine que você está com pouco dinheiro, mas com muita dor. Você vai à farmácia e compra um remédio (uma pílula), mesmo que caro, para passar a dor. Talvez compraria também algumas vitaminas. Agora, se você está com pouco dinheiro, você compraria apenas a pílulaEla resolve um problema, ou seja, você irá pagar por ela! Já a vitamina, é legal ter, mas se você precisar reduzir custos, será o primeiro item a cortar 

 

Essa é a visão de mercado que guiou – e continua guiando – o desenvolvimento da TrackerUp, startup que criou um sistema de monitoramento de equipes externas simples e eficiente. Acreditamos muito no conceito Pílula versus Vitamina”, explica João Porto, sócio-fundador da empresa. “Acreditamos que, no mercado B2B, você precisa reduzir custos e/ou otimizar tempo e/ou gerar mais resultados para o cliente. Caso contrário, não há motivo para ele te contratar.” 

 

A empresa foi criada com o objetivo de reduzir um problema que é inerente muitos setores: a necessidade de acompanhamento do trabalho de equipes externas. “A Nossa estratégia sempre foi ser uma ferramenta simples para o usuário final e de fácil integração para a empresa”, explica Porto. Com esse objetivo e em busca pela simplicidade de uso e pelo baixo custo de implementação, a TrackerUp conseguiu chegar a resultados significativos: redução de 30% nos gastos com combustível e aumento de até 30% na produtividade dos funcionários. 

 

Na entrevista abaixo, João Porto conta o caminho percorrido até agora nessa jornada, e conta sobre a participação no programa de aceleração dtegUP, em 2017. Confira:   

 

 

tegUP: A TrackerUp foi criada para ser um sistema de monitoramento de equipes externas simples, personalizado e completo. No dia a dia, em que ele se difere dos demais sistemas de monitoramento disponíveis no mercado?  

João Porto: Nossa grande diferença está em 4 pontos: 

1 – Last Mile – não somos um CRM/ERP/Dispacth, nos conectamos ao sistema do cliente,  facilitando as integrações e temos baixo custo de implementação; 
2 – Simples e intuitivo para o usuário de campo;  

3 – Facilidade de novas customizações;  

4 – Rastreamento e rotas do usuário com precisão.  

 

tegUP: Esse serviço surgiu de uma demanda do mercado ou foi uma inovação vinda de algum benchmark ou outro mercado?  

JP: Em cima das dores conhecidas, foi criado o sistema com base em alguns pilares: 

1 – Controle da jornada do funcionário; 

2 – Controle de quilômetros rodados; 

3 – Controle de SLA’s; 

4 – Check-list e OS’s customizáveis. 

 

tegUP: Qual foi a evolução desse sistema desde seu nascimento até hoje? Houve muita mudança? 

JP: O sistema evoluiu muito e segue evoluindo. Tivemos diversas mudanças e criação de novas funcionalidades, pois nosso objetivo é resolver os problemas e dificuldades encontrados nas relações de trabalho nas quais empregado e empregador não ficam no mesmo ambiente, com baixo custo e de forma simples, não importando o segmento. Hoje atendemos empresas de facilities, transportadoras, varejistas, comércio, assistências, etc. 

 

tegUP: Por que buscaram o empreendedorismo e, especificamente, por que na área de logística? 

JP: Empreender sempre esteve no DNA da família dos fundadores. Todos possuem famílias com histórico de empreendedores. Nossa ferramenta não está focada no setor logístico, mas atende 

ao setor muito bem, pois somos focados em todas as empresas que possuem equipes externas. 

 

tegUP: Vocês atendem com esse sistema um público bastante amplo. Essa foi uma estratégia para ampliar o potencial de mercado desse produto? Conte um pouco sobre o público target de vocês.  

JP: Nossa estratégia sempre foi ser uma ferramenta simples para o usuário final e de fácil integração para a empresa. Com isso, identificamos que existiam várias ferramentas de monitoramento de equipe de campo, mas era o cliente que tinha que se adequar a ela, e não a ferramenta que se adequasse às necessidades do cliente. 

 

tegUP: O trackerUP tem como foco a redução de custo e otimização de tempo. Essa é uma frente que vale a pena investir? Há outras frentes de atuação que vocês também enxergam com esse potencial?   

JP: Acreditamos que, no mercado B2B, você precisa reduzir custos e/ou otimizar tempo e/ou gerar mais resultados para o cliente. Caso contrário, não há motivo para ele te contratar. Acreditamos muito no conceito “Pílula vs Vitamina”. 

 

tegUP: Por que vocês buscaram o programa da tegUP? Quais eram as expectativas? 

JP: Estamos com muitas grandes empresas nos procurando e precisávamos de ajuda para nos organizarmos e estruturarmos melhor nosso time. Fomos atrás da TegUP para que ela pudesse nos ajudar com isso e ser uma parceira para desenvolvermos aplicações focadas nas dores da logística. 

 

tegUP: Como foi esse processo de participação na tegUP 

JP: O processo foi de grande valia para nós, nos ajudou muito a nos prepararmos para negociações com grandes empresas e o que esperar. 

 

tegUP: Nota-se uma grande diferença de quando vocês entraram no programa da tegUP para a atuação da empresa hoje? 

JP: Hoje estamos muito mais maduros e já temos projetos com multinacionais. 

 

tegUP: Quais são agora os planos da TrackerUp?   

JP: Nosso plano é a consolidação do mercado brasileiro e estamos nos preparando para a internacionalização. 

 

tegUP: Como vocês enxergam esse mercado atual de startups de logística? Há espaço para crescimento e inovação? É um caminho muito complexo a ser traçado? 

JP: Não estamos focados apenas no setor de logística, mas, pelo que podemos observar, acreditamos que esse é um setor que vai ser totalmente revolucionado, assim como o setor financeiro, health, etc. Mas o setor logístico terá um impacto muito grande no consumo, pois a tendência é o produto final ficar mais barato e acessível ao consumidor final. 

 

tegUP: De tudo que aprenderam nesse período, quais são as principais lições que deixam para quem está desenvolvendo ou planejando desenvolver uma startup?      

JP: A primeira coisa é “no plan B”. Quando você não tem um plano B, é mais fácil ser resiliente. Entre de cabeça, 100% no projeto! Segundo, é o seu time. Todos têm que possuir os mesmos valores, mas com habilidades diferentes. Haverá muitos conflitos ao longo do caminho, mas os valores é que vão mantê-los juntos! E, por último, erre rápido e pivote, não tenha medo de mudar todo seu BP! Uma frase que gosto muito é do Reid Hoffman:“se você não se sentir envergonhado pelo produto que está lançando, então você o lançou tarde demais”. 

 

 

Sobre os fundadores da TrackerUp: 

 

João Porto – formado em administração de empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado. Trabalhou no Unibanco AIG, Royal Bank of Canada, BTG Pactual e foi CEO da empresa PC Service Informática. Alguns trabalhos em paralelo: consultoria na China para a Suzano, Diretor de Responsabilidade Social na ABRAT e membro do comitê de gestão do LIDE Futuro. 

 

Luiz Eduardo Porto - formado em administração de empresas pela UNA, pós-graduado um Gestão Financeira pela Fundação Don Cabral. Profissionalmente trabalhou como gerente financeiro no Grupo Valence Veículos e permanece hoje como CEO da Commemorare. 

 

Glayson Ramos  formado em comunicação social pela Uni-BH e com 19 anos de experiência em comunicação e desenvolvimento web, já desenvolveu e atuou em grandes projetos nos três setores, atendendo empresas e entidades como Coca-Cola, Governo de Minas, Fiat Automóveis, CopasaSquadra, Vale, SicoobAbrampa, AMDA e outras.  

 

Tiago Ramos - formado em Ciência da Computação pelo UNIFOR-MG, começou sua carreira na UNIFOR-MG, desenvolvendo sistemas. Contratado pela CPM Braxis, (hoje Capgemini), trilhou todo o caminho de analista júnior a especialista regional responsável por Minas, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, desenvolvendo projetos para empresas como OI, SEF-MG, FNDE, Brasil Telecom, Itaú, VIVO, Tesouro Nacional, TIM, V&M, USIMINAS, Acellor Mitall, Vale e outras. 





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