Concessionárias: como elas estão mudando a experiência da venda

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

O que define a compra de um veículo? A experiência da direção, as informações lidas na imprensa, a opinião dos amigos, as características técnicas, o encantamento de olhar e testar o carro que se sonha comprar?  

 

perfil do comprador vai dar mais ou menos peso para esses itens, mas independentemente do peso, alguns dos requisitos são certeiros para fechar uma venda: as informações prévias e a opinião de conhecidos. Ninguém compra um carro sem o mínimo de informação ou que tenha sido negativamente avaliado por alguém de confiança.      

 

Agora, repare. Esses dois itens tão importantes não estão limitados à presença física do carro nem ao test-drive – de acordo com pesquisas feitas com menos da metade dos compradores. Mas eles podem, com a ajuda de tecnologia, estar presentes em qualquer lugar, a qualquer hora. 

 

Entendendo esse contexto, as maiores montadoras já anunciaram ano passado o lançamento de concessionárias virtuais. Uma delas inaugurou em São Paulo uma concessionária com apenas três carros expostos, mas com realidade virtual que permite que a linha completa de produtos da marca seja vista com recursos digitais, como se estivesse ali presente.  

 

Outra montadora está lançando mais de dez lojas em um conceito similar, em que a visualização dos carros com realidade aumentada permite que se aprecie o carro de todos os ângulos e na cores e modelo que preferir. Com óculos de realidade virtual, é feita a simulação de estar dentro do carro, podendo-se observar todos os detalhes do painel.   

 

Os devices utilizados não são uma grande novidade: grandes telas sensíveis ao toque, tablets e óculos 3DE o custo desses devices com certeza é menor que o de funcionários contratados para uma concessionária tradicional.   

 

E se o carro-chefe desse novo formato de compra é a informação, ela está disponível ao comprador de maneira mais acessível que nunca. Não há a dependência de intermediários para passarem as informações nem o risco de receber apenas os dados mais vantajosos. Nos mesmos devices de imersão virtual no carro pode-se verificar valor, condição de pagamento e todas as informações dos veículos para ficar mais fácil a comparação.  Até a média de preço do carro usado, quando esse for dado como entrada, está disponível com o uso da tecnologia.   

 

A redução de custo nesse novo formato é enorme, já que, além da redução de número de funcionários, uma loja digital pode ter área quase dez vezes menor e estar pulverizada em diversas partes da cidade, em locais onde não se justificaria a montagem de uma concessionária tradicional.  

 

Com os sistemas de gestão usados nessas novas lojas, a tendência é facilitar a consulta a dados do comprador e a conexão com outros serviços relacionados à compra do carro, como seguro, despachante, compra de acessórios adicionais, etc. 

 

Outro ponto que tem grande mudança nesse processo é a logística dos carros. Sem a necessidade de estarem nas concessionárias, os veículos podem começar a ocupar grandes centros logísticos em diversos pontos de distribuição. Isso valorizaria ainda mais a inteligência logística de transporte dos carros após a compra, com possibilidade de personalização de itens adicionais fora da montadora e da concessionária e até mesmo da entrega feita diretamente na casa do comprador.        

 

Para que todo esse novo ecossistema seja possível, há novas tecnologias e conexão entre diversos sistemas, que vão desde a casa do comprador – direcionando o cliente para esse novo ambiente de compra – até os sistemas de gestão da loja, de entrega, de personalização dos itens e de logística para a entrega do carro. Soma-se ainda uma importante base para que tudo isso seja possível: a Indústria 4.0.  

 

A base para essa inovação – negociação ágil, com maior possibilidade de personalização e facilidade de compra – está em indústrias que digitalizam seus processos, que adaptam a produção em massa para uma produção em larga escala, porém personalizada, e que encurtam o tempo de produção e finalização de um veículo. 

 

Somente com uma indústria (fabricante, montadora, transportadora e todas as demais partes envolvidas) adaptada para essa nova realidade é possível que esse novo modelo de concessionária realmente ofereça inovação que vá além da simples experiência de interação entre o cliente um carro virtual.      

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. Saiba mais: www.tegup.com.   





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