Impressão 3D: como ela está revolucionando a indústria

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

A impressão 3D está revolucionando a indústria e não necessariamente a impulsionando. Ela está guiando a indústria para o futuro, mas também reduzindo e dizimando os que não entenderem um novo pensamento digital de produção. A indústria de impressoras caseiras não acabou com as gráficas, mas fez com que parte desse mercado precisasse se reinventar, rever preços e agregar valor no serviço. 

 

A impressão 3D não é tema novo, apenas está em uma guinada grande por conta da popularização dos preços – é possível comprar pela Internet uma impressora por menos de 140 dólares em sites americanos e há várias opções que permitem que você compre as peças e monte em casa sua impressora 3D. 

  

O uso da impressora 3D se divide em duas vertentes principais: prototipagem e manufatura aditiva. No primeiro caso, ela é uma ferramenta ideal para startups e empresas no geral, por permitir que qualquer produto seja testado antes de se alterar uma linha de produção para tal. A prototipagem faz parte do pensamento de design thinkingmuito usado pelas startups por ser um método rápido de teste, identificação de erros e de possibilidades e, consequentemente, inovação. 

 

Já há várias empresas no Brasil para esse tipo de serviço, que variam o custo de acordoprincipalmentepor conta do material usado para impressão. Entre os materiais utilizados em impressão 3D estão o filamento de plástico ABS ou PLA (em torno de R$150 o quilo) e resina líquida, mais cara (cerca de R$ 500 o quilo). 

 

Já para a manufatura aditiva, a mudança é drástica. Saem as linhas de produção em massa, entram as produções sob demanda ou personalizadas com o gosto do freguês – uma demanda antiga, mas agora possível de ser entregue em escala e com menores preços. Com isso, cria-se uma valorização do produto personalizado para o cliente e uma mudança, até mesmo, na hora da compra: crescente no ambiente online e decadente nas lojas físicas.     

 

Algumas das áreas que estão usando a impressão 3D com mais força são:     

Educação – substituindo maquetes na educação básica e permitindo o teste de produtos e de cenários na graduação e nos laboratórios de pesquisa das universidades; 

Automotivo  já está utilizando a impressão 3D em partes internas dos carros e em algumas peças. As maiores do mercado já estão utilizando a tecnologia para personalizar partes dos carros e donos de carros antigos também imprimem com terceiros as peças que nunca seriam encontradas no mercado tradicional;  

Aviação – berço da inovação, esse setor não é diferente quando se trata de impressão 3D. A Boeing já utiliza mais de 20.000 partes impressas em 3D em seus aviões, destacando principalmente o ganho com a precisão das peças, segurança e redução do peso na comparação com as peças originais;    

Construção – Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, desenvolveram uma impressora tridimensional que se movimenta em uma estrutura de trilhos é capaz de construir casas em menos de 24 horas utilizando argamassa. No mesmo País, a Apis Color é capaz de imprimir uma casa de 38m² em 1 dia e por menos de 10 mil dólares. Na China, WinSun foi pioneira na construção de um prédio com peças elaboradas em uma impressora 3D 

Medicina – Próteses de baixo custo feitas com impressão 3D estão não só revolucionando esse setor como causando uma revolução social, com pessoas com deficiência motora voltando a ter uma vida normal;   

 

E enquanto a tecnologia se desenvolve, também cresce a necessidade de novas habilidades dos profissionais da indústria. Saber utilizar o CAD ou outras ferramentas de projetos digitais já é praticamente obrigatório. Entender como funciona a lógica de máquinas-robôs e como controla-las também passa a ser um diferencial.  

 

Ainda para quem está na frente de criação de produtos, a mudança é mais profunda: no mindset. Quem cria um produto hoje precisa entender que não se trata mais de um objeto unificado para a massa, mas sim de uma produção que pode ser feita sob demanda, personalizada e individualizada em cada mínima preferência do consumidor.  Esse consumidor, por sua vez, não aceita mais peças com pequenos defeitos, exige alto grau de qualidade e rapidez na entrega – geralmente sem sair do conforto de sua casa. Em um próximo passo, pode até deixar de comprar muitos itens que compra atualmente para adquirir apenas os projetos e imprimi-los em casa, mudando toda a enorme cadeia que temos hoje de transportes, logística e distribuição.  

 

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

www.tegup.com  

AGI: a inteligência artificial em outro patamar

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

 

 

A Inteligência Artificial é dividida em duas categorias: Inteligência Artificial Estreita (ANI) e Inteligência Artificial Geral (AGI). Enquanto a primeira é definida como aquela que já conhecemos e está sendo usada de forma extensa em alguns setores, a segunda sempre foi vista como algo distante, quase impossível de ser alcançada neste século.  

 

Elon Musk parece não concordar muito com essa definição. O fundador da Tesla, junto a Sam Altman, recentemente mudou o posicionamento da empresa que fundaram juntos, a OpenAI, para reafirmar que, se inicialmente tinham como objetivo saber como a inteligência artificial poderia servir melhor à humanidade, agora querem mostrar como a inteligência artificial pode superá-la.  

 

A nova carta de apresentação da empresa diz que a missão daqui para frente será desenvolver sistemas altamente autônomos, que superem os humanos em tarefas economicamente valiosas. Assim, a empresa está agora 100% focada em inteligência artificial geral (AGI). 

  

As novas tecnologias com uso de AGI são consideradas disruptivas porque permitem o uso de informações cruzadas de várias fontes e algoritmos para busca de informação que podem, sozinhos, escrever este artigo até mesmo dirigir um avião com centenas de passageiros. 

 

John Launchburyex-Diretor de Inovação da Defense Advanced Research Projects Agency, descreve uma escala de inteligência artificial hipotética dividida em 4 categorias: aprendizagem pelo ambiente/contexto; raciocínio para planejar e decidir; busca pela informação rica, complexa e sutil; e abstração para criar novos significados. 

 

Ele entende que essa primeira fase da AGI que estamos passando é da definição de estrutura do conhecimento, feita “a mão”, para definir o que a IA pode fazer em ambientes que já temos pleno domínio e que, na sequência, robôs farão esse detalhamento e aplicação na práticaEsses sistemas serão importantes para definir o raciocínio de uso dessa tecnologia.  

 

A segunda onda, já em andamento, será de aprendizado estatístico, com humanos criando modelos estatísticos para resolver problemas específicos e aplicando nesses modelos big data, redes neurais e deep learning (aprendizagem profunda)Nessa segunda onda, o executivo explica que a IA será boa para perceber e aprender mas não ainda para raciocinar. Assim, essa onda será seguida de uma terceira, de adaptação de contextos, para aplicar a AGI com seu potencial de raciocínio para cada caso no mundo real. Por fim, a quarta onda será a da abstração e ampliação da aplicação dessa tecnologia com significados que hoje ainda não prevemos.  

 

Um estudo da Singularity University mostra que até 2021, o uso massivo de AI será na automação do atendimento ao cliente, na gestão de qualidade, em sistemas de recomendação, em sistemas de diagnósticos e tratamentos e na análise e investigação de fraudeEssas frentes serão utilizadas principalmente nos segmentos Financeiro/Bancos, Varejo, Saúde e Manufatura Discreta. Mas não limitadas a esses segmentos. 

 

Esses segmentos listados acima estão mais abertos para receberem a IA e investirem com mais força nela por uma série de razões, mas uma das principais delas é: evitar o montante de perdas que se têm hoje com as tecnologias convencionais – em bancos com golpes e hackers cada vez mais elaborados e que as tecnologias atuais ainda não são suficientes para detectar; e as empresas de manufatura com a baixa produtividade e falta de personalização das linhas de produção atuais. Para outras áreas como Varejo e Saúde, a AGI é o caminho para oferecer uma experiência totalmente nova ao cliente: seja a experiência virtual de compra individual e sensorial para cada consumidor online no mundo, seja para salvar vidas, com equipamentos e robôs que cada vez mais irão substituir o homem.    

 

No segmento de transportes e logística, a AGI já está sendo aplicada para permitir a visão computacional em carros autônomos e semi autônomos e para automatizar a programação de tarefas de veículos e a previsão de manutenção, para que ela seja alertada por robôs antes que uma parada do veículo (ou de máquinas em uma indústria, por exemplo) seja necessária. Também na aviação está sendo usada na venda de voos e na experiência personalizada do consumidor dentro deles.   

 

Outras aplicações futuras já identificadas são: o aprimoramento dessa tecnologia de visão computacional para aumentar a segurança de dispositivos de direção tanto em veículos quanto em aeronaves; a fusão de tecnologias relacionadas à Inteligência Artificial com robôs e drones; e a total substituição de pilotos de aeronaves por robôs – como hoje já vemos acontecendo em trens e metros pelo mundo. 

 

Do ponto de vista de mercado e de ganho potencial, parece muito inteligente que Elon Musk e Sam Altman direcionem sua empresa para um momento próximo em que a inteligência artificial – especialmente a AGI – supere a inteligência deles e a de todos nós. 

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

 www.tegup.com 

Startups x impacto social: como apps estão usando a tecnologia para melhorar nossa realidade atual 

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

 

Todos os anos, a Google realiza uma premiação chamada Google Play Awards divulga a lista de aplicativos que mais se destacaram no Google Play em diversas categorias. Em 2018, a categoria que mais chamou a atenção do mercado e da mídia foi a de apps com Melhor Impacto Social.  

 

Os aplicativos escolhidos este ano foram: 

 

E por que eles mereceram tanto ou mais destaque que outras categorias? Bill Gates, o fundador da Microsoft e um dos maiores filantropos do mundo, ao lado de sua esposa, Melinda Gates, escreveu, há alguns anos, em uma carta da Fundação que mantém, a seguinte frase: “Todos os dias no nosso trabalho somos inspirados pelas pessoas que encontramos fazendo coisas extraordinárias para melhorar o mundo.”    

  

Essa motivação de mudar o mundo, unida ao alcance exponencial da tecnologia, é o que torna esses empresários os verdadeiros transformadores sociais das próximas décadas. Com uma abordagem voltada à resolução de problemas e com o uso das ferramentas tecnológicas certas, esses aplicativos em destaque no Google Store e muitos outros estão abrindo novos caminhos sociais no mundo todo.  

 

O Khan Academy é inspirador. Nele, pessoas do mundo todo podem assistir às aulas e aprender praticamente qualquer coisa sem pagar nada. São mais de 10 mil vídeos com conteúdos e exercícios interativos sobre matemática (aritmética, pré-álgebra, álgebra, geometria, trigonometria, estatística, cálculo, álgebra linear, etc.), ciências (biologia, química, física, etc.), economia e até mesmo humanidades, com listas de reprodução sobre história da arte, educação cívica, finanças, etc.  

 

O aplicativo atende pessoas de baixa renda que têm acesso limitado à internet, pois permite seu uso offline e também que cada pessoa siga sua velocidade de aprendizagem. Simplesmente ler as mensagens deixadas pelos usuários no site do aplicativo já mostra sua dimensão e pesquisas feitas pelo próprio desenvolvedor também mostram que alunos que utilizam a Khan Academy atingem uma melhoria de desempenho duas vezes maior que seus colegas. Especificamente em 2014, um programa extracurricular de matemática na África do Sul constatou uma melhora média de 14% nas notas de aritmética e álgebra quando a Khan Academy foi utilizada por cerca de duas horas por semana, durante dez semanas. 

 

Já o Otsimo foi criado para mudar a realidade de um grupo específico e pouco apoiado pela educação tradicional. Ele é um jogo educativo, desenvolvido para crianças diagnosticadas com distúrbios de aprendizagem, déficit de atenção, autismo, síndrome de downAsperger e outras necessidades especiais. O app foi criado para ensinar palavras, alfabeto, números, emoções, cores, animais, entre outros conhecimentos
Otsimo não apenas auxilia a criança com necessidade especial, mas cria um novo laço comunicacional com suas famílias, já que consiste em duas plataformas separadas: uma dedicada para as crianças e outra para suas famílias. Esta possui acesso ao programa de educação da criança, permitindo acompanhar o progresso, verificar a aprendizagem e configurar as definições de dificuldade.

Já o aplicativo Forest: Stay Focused também pode ser útil para quem é desenvolvedor já que, para gerar inovação, é necessário estar concentrado naquilo que está sendo construído. O Forest ajuda a reduzir o vício pelo uso de celular.  Nele, você planta virtualmente uma sementeque cresce e se transforma em árvore. E para ela continuar crescendo e saudável, você precisa deixar seu telefone imóvel. Nada de checar as mídias sociais ou jogar joguinhos viciantes. Caso faça isso, sua planta não resistirá. 

 

Os outros dois aplicativos premiados neste ano pelo Google Play, Tala Kenya e TODXS, ainda apoiam um público amplo e podem ser adaptados para qualquer país e cultura. O primeiro tem a missão de levar crédito financeiro, de forma consciente, para quem mais precisa; e o segundo, de empoderar a comunidade LGBT+, educando a sociedade e transformando o Brasil em um país verdadeiramente inclusivo e livre da discriminação. 

   

Para quem quer seguir esse caminho das tecnologias transformadoras para inspirar, nada melhor que as palavras do próprio Bill Gates: “Eu vi os milagres acontecerem antes. O computador pessoal. A internet. A vacina contra a poliomielite. Nenhum deles aconteceu por acaso. Eles são o resultado de pesquisa e desenvolvimento e a capacidade humana de inovar. Você pode ter a solução.”  

 

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. www.tegup.com  

Visões (virtual) de futuro para a indústria automotiva

Por tegUP, Aceleradora de Startups 

 

Simuladores de carros são alguns dos jogos mais antigos e populares no mundo todo, desde os primeiros vídeo-games até simuladores de grande porte em parques e locais de treinamento – cada vez mais misturando aprendizagem e gamificação na vida de quem trabalha no setor automotivo e do usuário comum.  

 

No momento atual da indústria automotiva, todas essas décadas de simulação virtual de direção estão unindo-se às tecnologias de virtualização de ambientes reais. Principalmente com realidade virtual e realidade aumentada, as pessoas estão mudando a maneira de comprarem seus veículos, de dirigirem e de interagirem com esses objetos conectados.  

 

O grupo de realidade virtual da PUC -RS define como realidade virtual tudo que envolva objetos virtuais; sistemas de rastreamento; óculos para projeção, entre outros itens, desde que sem conexão com o mundo real. Já a realidade aumentada é descrita por eles como o sistema computacional que permite a combinação de objetos reais com imagens geradas por computador, em tempo real. 

 

Ambas as tecnologias estão sendo utilizadas no Brasil em projetos piloto. Uma primeira frente de uso dessas tecnologias é na comercialização de automóveis. Em vez de ir na concessionária, fazer teste drive e pular de local em local para testar o modelo e a cor que mais agradam ao vivo, muito clientes já escolhem seus veículos com o uso de simuladores. Com óculos de realidade virtual, grandes concessionárias, por exemplo, permitem que você troque a cor do carro, do estofado e de partes do veículo, virtualmente.   

 

Com o carro comprado, passamos para o passo de produção e entrega do veículo. A manufatura aditiva ou Indústria 4.0 também está intrinsecamente ligada à realidade virtual. Isso porque, apenas com um parque produtivo preparado para produzir veículos customizados, é possível entregar essa demanda em larga escala. Assim, as máquinas nas fábricas são virtualizadas, ou seja, usam softwares de 3D são acompanhadas em um computador. Quando o desempenho vai mal, a máquina espelhada no ambiente virtual aponta quais problemas pode ter e simula (concomitantemente no mundo virtual e no real) as correções que podem ser feitas e seus efeitos em toda a cadeia de produção. 

 

O processo de manufatura da Indústria 4.0, além de permitir em escala a fabricação de produtos individualizados, também gera mais segurança. Com um operador de máquina analisando na tela do computador o que está sendo feito pelos equipamentos, com possibilidade de obter medidas precisas, o processo produtivo é muito mais controlado e os riscos de falhas técnicas e problemas de produção são reduzidos drasticamente. 

    

Com o veículo produzido, é hora de ir pra rua. A principal aplicação da realidade aumentada está em camadas que se sobrepõe ao vidro do carro ou caminhão. Essas camadas digitais (de maneira similar aos óculos do Google que se fala há tempos, ou às HoloLens da Microsoft) trazem dados do mundo real, tanto dos locais por onde o carro circula – com dicas que podem aumentar a segurança e a performance desse motorista – quanto dados do próprio carro – desempenho, segurança e melhor aproveitamento do carro e do motorista. A projeção virtual também pode acontecer nos retrovisores e em aparelhos de apoio ao motorista, adaptados para variados modelos de carros.  

 

Para os veículos de carga, além de apoiar a direção – ajudando motoristas a reduzirem a pressão da estrada e o stress do transporte de cargas pesadas – auxilia no carregamento do caminhão. Por exemplo, um tablet com um software relativamente simples usa a realidade aumentada para mostrar o que pode ser transportado, em que lugar do baú e em que posição, auxiliando também em um balanceamento mais seguro do peso da carga. Essa virtualização do processo de carregamento do caminhão também influencia na produtividade da equipe, acertando a melhor ordem de descarregamento dos produtos de acordo com a rota traçada.     

 

FordCadilac, Renault, Peugeot e outras grandes marcas multinacionais são algumas que já estão inseridas nesse mercado de realidade aumentada, porém há também muitas startups ganhando espaço nesse cenário. WayRay, por exemplo, foi a startup escolhida no ano passado por uma competição global chamada Top Ten Automotive Startups. A empresa produz uma tecnologia que projeta a navegação do veículoalertas para o motorista, obstáculos na via, mudanças de rota etc.  

 

Indo além do momento de direção, a realidade aumentada fecha seu ciclo de utilização na indústria automotiva ao voltar-se para a estrutura do veículo, para correção de funcionamento e montagem de peças. Aplicativos são usados por empresas que fazem reparos de carros para sobrepor imagens de orientação às imagens captadas do veículo por câmera. Assim, o serviço de manutenção mantém-se padronizado e pode ser feito com mais precisão e confiabilidade – gerando tanto segurança de direção quanto mais informações técnicas para que a gente possa, enfim, saber a real necessidade de um reparo no veículo. 

 

Sobre o Autor 

tegUP, aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

  

LogPyx é a vencedora da tegUP 2017

Barueri (SP), 15 de dezembro de 2017 – A startup LogPyx, especialista em gestão de pátios, com uso de IoT (Internet of Things), foi a vencedora da primeira edição da tegUP, braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística, que realizou durante 2017 o seu 1º ciclo de seleção de startups de tecnologia na área de logística. O anúncio foi feito na última quinta-feira, dia 14/12, durante evento de inauguração do Espaço de Coworking do projeto, em Barueri (SP). Completam o ranking: empatadas em segundo lugar, as empresas TrackerUp (gestão de equipes de campo) e Frete Rápido (plataforma de contratação de transportes) e a dLieve, em terceiro lugar, focada na gestão de entrega, com roteirização.

Segundo Pedro Neves, líder do projeto e executivo de Tecnologia da Informação da Tegma, as empresas ajudarão a companhia a enfrentar os novos desafios do mercado. “As startups possuem tecnologia complementar as que já temos, assim encurtamos a rampa necessária para o atendimento às diversas necessidades do negócio”. Pedro ainda ressalta que “já planejamos uma segunda rodada para 2018 e ampliaremos o escopo da aceleradora, permitindo a entrada de outros parceiros no processo”, finaliza.

“A Tegma sempre teve inovação em seu DNA e estamos marcando um novo tempo, com visão em longo prazo para continuidade dos negócios frente às mudanças da indústria e da logística, trazendo iniciativas inovadoras que produzirão mais eficiência operacional para endereçar os nossos desafios e os dos nossos clientes”, afirma Gennaro Oddone, diretor-presidente da Tegma.

A tegUP é pioneira neste tipo de iniciativa no segmento de logística do Brasil. O programa de aceleração foi iniciado em abril com um processo seletivo para a busca de empresas com alto potencial de evolução, inovadoras e que já tivessem superado o estágio inicial do negócio para receber investimentos. No total, 64 startups de todo o Brasil participaram da seleção. Delas, 33 foram aprovadas e dez selecionadas.

A tegUP, em sua concepção, recebeu o apoio da consultoria Upaya, por meio dos consultores Cileneu Nunes e Thiago Aguiar, que formaram um Comitê Executivo, no qual também fizeram parte Ramón Perez, que responde pela diretoria Financeira da Tegma; Eduardo Takata, diretor de Logística Integrada; e Lucas Schettino, executivo da área de Logística de Veículos.

Para 2018, a tegUP inaugura uma nova fase, no qual as empresas que desejam participar do ecossistema de inovação aberta e compartilhada podem se associar.

Sobre a Tegma

Com 48 anos de história, a Tegma Gestão Logística é uma das principais empresas de logística do Brasil e uma das poucas do setor listadas na BOVESPA, B3, no segmento Novo Mercado. Especializada em operações complexas e de alta criticidade, oferece uma linha completa de serviços com foco nas áreas de gestão logística, transporte e armazenagem. A companhia atende diversos setores da economia como: automotivo, telecomunicações, bens de consumo e químicos, entre outros.

Tecnologias exponenciais – o que são e como elas estão acelerando de maneira não-linear a sociedade

Até meados de 1965, quando as previsões sobre o universo da computação ainda eram muito distantes do cenário atual, Gordon E. Moore, na época CEO da Intel, fez a profecia de que o número de transistores em um chip, em média, duplicaria a cada 18 meses, mantendo o mesmo (ou menor) custo e o mesmo espaço.

A profecia, que parecia uma velocidade de transformação absurda a ser atingida na época, foi cumprida e ultrapassada. Hoje, essa mesma teoria é base para entendermos o que são as tecnologias exponenciais, com desempenho que cresce exponencialmente e preços que caem exponencialmente.

Deep learning: crescem as redes neurais artificiais e a interação homem-carro

Um motorista-computador que aprende a pensar como você e nunca para de aprender. Essa não seria sua melhor versão para dirigir?

O motorista perfeito está sendo moldado com a ajuda da deep learning (aprendizagem profunda), que faz parte do campo da aprendizagem de máquina (machine learning). Essa tecnologia usa algoritmos inspirados nas redes neurais, como o cérebro humano, para aprender e para ensinar a agir.

Visões (virtual) de futuro para a indústria automotiva

Simuladores de carros são alguns dos jogos mais antigos e populares no mundo todo, desde os primeiros vídeo-games até simuladores de grande porte em parques e locais de treinamento – cada vez mais misturando aprendizagem e gamificação na vida de quem trabalha no setor automotivo e do usuário comum. No momento atual da indústria automotiva, todas essas décadas de simulação virtual de direção estão unindo-se às tecnologias de virtualização de ambientes reais. Principalmente com realidade virtual e realidade aumentada, as pessoas estão mudando a maneira de comprarem seus veículos, de dirigirem e de interagirem com esses objetos conectados.