Por que a realidade aumentada começa nos automóveis?

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

Nem headsets, nem óculos virtuais, nem iPads. Especialistas em tecnologia apontam que a Realidade Virtual (AR) vai se tornar popular mesmo primeiro nos automóveis. No Salão do Automóvel, recémrealizado em São Paulo, o termo foi palavra de ordem para todas as montadoras – seja nos automóveisseja nas vendas. 

 

A Toyota, por exemplo, levou um aprofundamento técnico para a tecnologia de vanguarda dos modelos Concept-i, com aplicação da realidade aumentada em parceria com aDisney, usando como mote o Pantera Negra. A Nissan realizou atividades interativas, reunindo realidade virtual e seus modelos, e a Volkswagen também atraiu os visitantes com um desafio ao estilo “Escape 60” usando tecnologia de inteligência artificial.  

 

Essas ações já estavam aparecendo em salões internacionais ao longo do ano. As montadoras estão oferecendo experiências de realidade aumentada, monitores de vídeo que envolvem o espectador e simulações de realidade virtual para atrair compradores nas feiras e, em breve, nas lojas – substituindo em grande parte o test-drive dos veículos. 

 

No Salão do Automóvel de Nova Yorkrealizado no começo do ano, o burburinho na imprensa aconteceu por conta do simulador da Dodge, que aliou a realidade virtual o faz de conta à engenharia automotiva. Era possível participar de forma virtual de uma disputa entre dois Dodge Demons genuínos, com uma infinidade de dispositivos eletrônicos e hidráulicos de verdade, que simulavam fielmente a direção do veículo. Controlados eletronicamente, os mecanismos hidráulicos simulavam a largada, trepidação da pista e variações do percurso, com as vibrações do motor e da pista transmitidas ao assento do motorista e sincronizadas com o vídeo – com realidade virtual na tela, simulando a disputa. 

  

As razões da rápida adoção de tecnologia em veículos são várias, mas talvez a principal delas seja o ecossistema em que os automóveis estão inseridos. Com uma combinação tão grande de sistemas, montadoras, fornecedores de apps, softwares e devices para carros – que vão de entretenimento à dirigibilidade e segurança – está montado o cenário perfeito para a inovação.  

 

Une-se a isso o potencial de vendas do mercado automotivo, já que esses sistemas de realidade aumentada estão gerando ainda mais valor para carros de ponta, que usam a tecnologia para se sobressair aos concorrentes – ainda mais considerando um mercado tão competitivo como é o automotivo.  

 

Há ainda outros fatores, como o fato de essa tecnologia estar acoplada em um objeto de uso diário, não precisando que o usuário o carregue pra cima ou pra baixo, nem que o recarregue na tomada. A AR acoplada nos automóveis não muda a maneira do piloto dirigir e pode usar as próprias partes atuais do carro – como vidro, para-brisa e retrovisor – como displays. 

  

Além disso, a aplicação da AR é mais fácil em carros e outros veículos automotivos, como trens e caminhões, porque não há problema com o peso desses devices, como há ao se tentar acoplar realidade aumentada em óculos ou outros objetos portáteis. 

 

Se a instalação de novos devices de AR nos automóveis parecer complicada, é possível ainda encurtar o caminho, como muitas montadoras já estão fazendo fora do Brasil. A BMW e a Hyundai já disponibilizam para seus clientes o uso de apps como manuais do carro, usando a realidade aumentada. O cliente instala em seu próprio smartphone o aplicativo e usa a visão computacional para identificar os componentes do carro, seja da cabine ou da engenharia, mostrando todas as camadas onde os olhos não veem e dando informações precisas sobre o veículo. 

 

E a aplicação de toda essa tecnologia já está próxima do dia a dia. Também no Salão do Automóvel deste ano em São Paulo, a Volkswagen apresentou o I.D. Crozz e sua evolução futura, I.D. Pilot. A partir de 2025, o carro apresentado terá condução totalmente automatizada, com volante multifuncional que se retrai para dentro do painel e se funde com os instrumentos digitalizados (Active Info Display) – ou seja, um carro sem volante – com sistema de infotainment projetado como uma superfície de toque. Tanto no modo automático como no manual, o motorista recebe as informações de velocidade e navegação através de um Head-up Display de realidade aumentada, com apresentação em 3D. Em menos de uma década, teremos um carro sem direção, com as informações disponíveis nos vidros. Quem diria? 

 

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  





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