Como a tecnologia pode ajudar o trabalho remoto das startups nessa quarentena?

Desde o dia em que a quarentena do novo Coronavírus começou, muitas startups foram obrigadas a fechar as portas de seus escritórios e os membros da equipe começaram a trabalhar de forma remota, em regime de home-office. A medida foi tomada para evitar que os colaboradores fossem expostos ao vírus durante o deslocamento até a startup ou coworkings, e respeitassem as recomendações de distanciamento social, saindo de casa apenas para serviços essenciais, como ir ao supermercado, à farmácia etc. 

A quarentena fez ressurgir uma questão que já era abordada, mas não em tamanha proporção: como manter a produtividade e a interação da equipe mesmo à distância? 

Por incrível que pareça, a maioria das pessoas se sente mais produtiva trabalhando em home-office. É o que diz uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, que revelou que 54% dos brasileiros se consideram mais produtivos ao trabalhar em casa. No topo da lista das dicas sobre como ser produtivo em casa, está o hábito que todos nós sempre associamos à rotina dos escritórios: a disciplina. 

Nos tempos atuais, o fome-office é como qualquer outro trabalho presencial. As pessoas optaram por reservar um pequeno escritório em um cômodo da casa. Assim as tarefas podem ser realizadas com mais foco e tranquilidade. 

Para aderir a esta modalidade, basta ter um computador ou notebook, os softwares que serão utilizados, e estar conectado à internet. Até mesmo as reuniões podem ser feitas a distância utilizando o recurso de chamada de áudio e vídeo. 

E a verdade seja dita: em tempos de home-office, a tecnologia é a grande aliada na rotina das pessoas. 

Por isso, separamos algumas dicas de softwares e plataformas que irão tornar sua rotina de home-office ainda mais produtiva. Confira: 

Plataformas para organização de tarefas 

Evernote 

Organiza tarefas, gerencia informações, faz anotações, armazena e sincroniza fotos, vídeos e mensagens de voz. Permite acessar documentos remotamente e compartilhar informações em diferentes níveis de privacidade. 

Basecamp 

Aplicativo que auxilia pessoas com diferentes responsabilidades a chegar a um mesmo objetivo: finalizar juntos um projeto. Compartilha arquivos, define prazos, atribui tarefas, centraliza feedbacks. 

Neotriad 

Planeja e gerencia o tempo e as tarefas estabelecendo prioridades para você e sua equipe. Tem foco na produtividade e no uso inteligente do tempo. 

Trello 

Ferramenta colaborativa que ordena as tarefas e especifica prazos de entrega. É possível criar quadros de tarefas e atribui-las para cada participante. 

Harvest 

Gerencia o tempo utilizado em cada tarefa. Muito utilizado para gerenciar os trabalhos em equipe e também precificar a prestação de serviços de acordo com o tempo demandado. 

Webex 

Aplicativo para reuniões on-line. Permite marcar encontros profissionais, discutir projetos, compartilhar documentos e fazer videoconferências. 

Slack 

Ferramenta de comunicação para times remotos. A vantagem da ferramenta é que ela pode ser configurada para uso restrito da equipe, sem a interferência de contatos pessoais (como no Skype). 

Ferramentas para gerenciar o tempo 

Remember the Milk 

Aplicativo especialista em listas. Gerencia e organiza a rotina, os compromissos e as anotações pessoais. 

Timely 

Agenda que organiza a rotina ao mesmo tempo em que calcula a quantidade de horas trabalhadas em cada projeto, gerando relatórios para o cliente. 

Plataformas e aplicativos para controle de finanças 

Mobills 

Aplicativo de controle de gastos para você gerenciar de forma mais simples suas finanças pessoais. Permite que você cadastre e gerencie suas contas de forma eficiente. 

ContaAzul 

Gerencia estoques, fluxo de caixa e relatórios financeiros com integração com bancos e Prefeituras, facilitando a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas. Pode ser usado simultaneamente.  

Bling 

Sistema de Gestão Empresarial Integrado (ERP) para micro e pequenas empresas (incluindo e-commerces) que pode ser integrado às plataformas de cobrança on-line. 

MyFinance 

Controla as finanças da empresa e agiliza as tarefas diárias. Permitir organizar os recebíveis, classifica lançamentos e tem integração com os bancos via smartphone, tablet ou desktop. 

Ferramentas para fazer backup virtual de arquivos 

Google Drive 

Cria e armazena documentos, permite edição de maneira colaborativa e tem um excelente mecanismo de busca de arquivos. 

Dropbox 

Armazena e compartilha arquivos, faz backup automático e oferece espaço extra para cada pessoa que você recomendar. 

OneDrive 

A opção da Microsoft oferece o melhor custo-benefício atualmente: armazenamento infinito com um valor menor que os concorrentes. 

Mega 

Nuvem com alto índice de segurança e privacidade, pois tudo é criptografado. Ideal para armazenar dados confidenciais. 

WeTransfer 

Compartilhe até 2GB de arquivos (fotos, vídeos, documentos) gratuitamente por tempo limitado. Envie por e-mail ou por meio de um link. 

Aplicativos para se distrair durante a quarentena 

Nem só de trabalho é que se vive. 

Assim como no trabalho presencial, durante o trabalho em casa os colaboradores precisam fazer o horário de almoço e/ou descanso. E no coffee time, nada melhor que se distrair com algum conteúdo de qualidade. 

Streamings de vídeo 

Filmes e séries vão ser responsáveis por boa parte do entretenimento nessa quarentena. A Netflix, uma das plataformas mais populares de streaming, possui planos mensais a partir de R$ 21,90. Já o Amazon Prime Video traz conteúdos a partir de R$ 9,90 mensais e você tem direito a 30 dias de experimentação grátis. Outra opção que tem feito sucesso é a Apple TV, que custa a partir de R$ 9,90 por mês. 

Música 

O Spotify traz um serviço completo de música e podcasts, com opções e sugestões personalizadas para o usuário por R$ 16,90 por mês. O Deezer também funciona como uma plataforma que reúne seus principais artistas e é uma opção para quem quer mais um lugar para reunir suas coleções, e sua versão premium custa R$ 16,90 mensais. 

Games 

Se você é fã de games, o Super Mario Run é um clássico da Nintendo e foi o primeiro jogo da série lançado para smartphones. Ele está disponível para download nos sistemas Android e iOS. Outro game muito popular é o Candy Crush Saga, um jogo de combinações de cores e figuras inicialmente disponível apenas no Facebook, mas, devido ao sucesso, hoje é possível baixá-lo em seu smartphone. 

E-books 

Os livros digitais são mais uma forma de ocupar o tempo e se distrair da rotina. O Kindle, leitor eletrônico da Amazon, traz a opção de armazenamento e downloads de e-books em um dispositivo físico prático e leve. Há ainda uma opção de aplicativo gratuito do Kindle, para iOS e Android – e várias editoras estão distribuindo livros gratuitamente. Outros aplicativos também têm a mesma função, como o Apple Books e o Google Livros, que são gratuitos para baixar e armazenar livros (você só paga pela obra). 

Para manter a produtividade 

RescueTime 

Esse app calcula quanto tempo você gasta em cada site, buscando mais produtividade e equilíbrio entre vida e trabalho. Além disso, ainda permite bloquear alguns sites por períodos do dia. Ideal para quem perde muito tempo checando e-mails ou nas redes sociais.  

Brain.FM 

Para muitas pessoas, a música ajuda a manter o foco. E esse app oferece playlists para estimular o cérebro através de inteligência artificial, com sessões podem durar de 30 minutos a 2 horas. 

O que os investidores analisam nas startups?

O que se passa na cabeça dos investidores de startups? O que eles levam em consideração na hora de avaliar um negócio? 

Essa é uma dúvida muito comum e que ronda os jovens empreendedores de startups. A resposta para essa pergunta é o que servirá de base para os “startupeiros” montarem suas estratégias e tornarem suas empresas mais atraentes aos olhos dos investidores (seja o investidor-anjo ou o fundo de investimentos). 

Leia nosso artigo até o fim e entenda como funciona o processo de análise por parte dos investidores e quais são os requisitos básicos para ser escolhido por eles. 

Ter domínio sobre o seu próprio negócio 

Atualmente, os países da América Latina têm se destacado na hora de atrair investidores. Isso se dá, principalmente, pela baixa das taxas de juros, que faz com que os investimentos de risco se tornem mais atrativos.  

E o Brasil lidera o número de abertura de startups na região. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o Brasil tem 12.700 startups. Esse número representa um crescimento de 27% em relação a 2018. 

Em meio a tantos concorrentes, como tornar sua startup mais atrativa? Um dos principais pontos é entender bem do seu próprio negócio. 

Para conseguir chamar a atenção dos investidores, a startup precisa conhecer profundamente seu mercado de atuação e, principalmente, o seu próprio negócio. Entender suas metodologias, saber por que elas são usadas, quais resultados elas geram e ter uma visão de longo prazo. Isso significa que todo o time precisa entender o que a startup quer no futuro e como vai se transformar em uma empresa de grande porte. 

Para chegar a essas conclusões, o empreendedor precisa responder a algumas perguntas: quais as características-chave dos produtos e serviços que comercializa, quais os diferenciais do seu negócio e quem são seus principais concorrentes. 

Um modelo de negócios bem definido 

Investidores costumam mirar em startups que já tenham superado a fase inicial, tenham projetos transformadores, que apresentem um plano de crescimento bem elaborado e que estejam crescendo de forma sustentável. Isso é garantia de retorno sobre o investimento, afinal, essas startups já possuem um modelo de negócios bem definido. 

Se você tem uma startup de logística iniciante e quer que ela seja bem vista pelos olhos dos empreendedores, que tal participar do programa de aceleração da tegUP? 

Além do investimento para a sua startup alavancar no mercado, nós oferecemos infraestrutura completa com estações de trabalho, amplas salas de reunião, área de descompressão e ambiente que estimula a criatividade. 

5 motivos para uma grande empresa adquirir uma startup

Os grandes grupos e empresas estão cada vez mais interessados em trabalhar com as startups.  

Algumas companhias preferem investir diretamente em startups inovadoras. Essa prática é conhecida como Corporate Venture Capital, ou capital de risco corporativo, e é feita por meio de acordos de joint venture, aquisição de participações acionárias, aquisição de softwares e licenças, aquisição de propriedade intelectual, entre outros. 

A empresa investidora também pode fornecer à startup conhecimentos especializados em gestão, finanças, marketing, direcionamento estratégico e até uma linha de crédito. 

As grandes corporações começaram a ser atraídas pelas startups porque viram que o modelo de negócios mais tradicional tinha muitas falhas e pontos fracos, já as startups apresentavam um crescimento exponencial. 

Enquanto as startups são dinâmicas e buscam ágeis em seus processos, as empresas tradicionais costumam manter processos mais engessados e, consequentemente, demorar mais na hora da tomada de decisões estratégicas, passando a decisão por diversos departamentos até chegar no OK final. 

Este é apenas um dos motivos pelas quais um grande grupo decide adquirir uma startup. Quer saber quais são os outros motivos? Confira em nosso artigo: 

1Aumento no ROI 

Mesmo contando com uma equipe enxuta e sem muitos recursos disponíveis, as jovens empresas contam com uma ótima base tecnológica e são altamente escaláveis, sendo capazes de obter resultados rápidos e exponenciais. Tudo isso com um grande ganho de produtividade. Por isso, elas podem conquistar multidões. Além disso, geram milhões em faturamento em um curto período de tempo e podem trazer ótimos resultados em longo prazo. 

A vantagem de uma grande companhia adquirir uma startup de fase inicial é que ela pode realizar investimentos de valores menores (como o seed e o investimento-anjo), mas apresentando um grande potencial de retorno, principalmente quando falamos em startups bem-sucedidas. 

2Resolução de problemas 

A resolução de problemas faz parte do DNA das startups, e é por isso que elas existem: para resolver as dores que as grandes empresas ainda não conseguiram solucionar.  

Desta forma, a atuação das startups se estende não apenas a trazer melhores soluções aos problemas dos clientes, mas também solucionando os problemas das grandes empresas, seja a partir da disponibilização de profissionais, metodologias, processos ou até mesmo produtos e serviços inovadores. 

As startups vêm para identificar e solucionar alguma dificuldade atual da empresa (que nem mesmo ela sabia que tinha) e melhorar processos e serviços já implementados. 

3Aprendizado para gestores e equipe 

A parceria entre uma grande organização e uma startup coloca ambas as equipes em sintonia, com o mesmo propósito. E isso pode ser uma importante fonte de aprendizado para ambas as partes. 

Isso porque a startup fornece todo o conhecimento de sua equipe, suas metodologias inovadoras e contribui positivamente com a transformação digital dentro da companhia. 

A companhia, por sua vez, auxilia a startup em processos mais complexos, cuidando de todas as legislações, cuidados específicos e exigências maiores. 

Nesse sentido, a parceria entre uma grande empresa e uma startup é bagagem para todos os profissionais, que aprendem muito tanto com a organização parceira quanto com suas ações após a efetivação da relação. Consequentemente, todos ficam mais rapidamente preparados para lidarem com os requisitos e as especificidades do crescimento. 

É importante frisar que startups podem atuar em qualquer área da empresa: compras, vendas, recursos humanos, logística, financeiro, produção, gestão, TI, P&D etc. Ou seja, as possibilidades de inovar na sua empresa através de startups são inúmeras, bastando estar atento ao mercado, permanecer com as portas abertas para esta cooperação e escolher bons parceiros para otimizar esta relação. 

4. As startups são o futuro 

As empresas que farão sucesso daqui cinco, 10 ou 20 anos estão sendo criadas hoje. Há dez anos quem imaginaria que Uber, iFood, 99 ou Airbnb seriam o que são hoje? Elas eram inexistentes até então, e hoje são avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. 

O consumidor atual está sempre em busca de praticidade e custo-benefício. E as tecnologias e inovações que facilitam a vida das pessoas tendem a dar certo nos dias de hoje. E quem protagoniza essas inovações? Exatamente, as startups. Ao adquirir uma startup, as grandes corporações têm a possibilidade de investir em algo que pode ser seu maior sucesso dos próximos anos. 

5. As startups evoluíram 

Grandes companhias passaram a dar mais valor às startups porque elas evoluíram. Ao contrário de alguns anos atrás, hoje as startups têm mais capital disponível graças aos programas de aceleração e aos investimentos. Isso deu mais credibilidade às empresas iniciantes e também as tornou mais maduras e preparadas para enfrentar o mercado com toda a infraestrutura e profissionais capacitados, sempre com um olhar a frente. 

A tegUP sabe a importância de apoiar as empresas emergentes. Por isso, busca startups que ofereçam produtos, serviços e inovação relacionados ao universo da logística digital e dos transportes, e oferece todo o tipo de suporte para acelerar seu crescimento. Contamos com uma estrutura completa pronta para ajudar as startups de logística, oferecendo não só o investimento direto necessário, mas uma série de benefícios e incentivos, como coaching, mentoria, apoio à gestão, espaço de coworking, laboratório real para testes e acesso ao networking da Tegma. 

Uma vez confirmada a compra, ainda há alguns obstáculos pela frente. Como já dissemos anteriormente, as startups costumam ter processos muito mais ágeis e dinâmicos, enquanto as grandes empresas têm processos mais burocratizados.  

Mas nada que um bom alinhamento entre as equipes e entre os processos das duas empresas não resolva. 

Coronavírus: compras on-line crescem e e-commerces adaptam operações e entregas

A pandemia de COVID-19, mais conhecido como Novo Coronavírus, teve início na China, e acabou se espalhando rapidamente por todos os continentes. 

Como medida de prevenção ao contrário, comércios físicos de todos os segmentos foram obrigados a fecharem as portas durante o período de quarentena, o que trouxe sérios impactos para a economia mundial.  

Os reflexos disso foram percebidos no mercado global, incluindo os setores de logística e transporte. 

Sem poder ir aos shoppings e lojas de rua, os consumidores se voltaram ao comércio eletrônico. Para lidar com o aumento da demanda, e ainda proteger funcionários e entregadores, empresas do setor precisaram ajustar suas operações. 

Devido ao isolamento social causado pela pandemia do Coronavírus, observou-se um significativo aumento de compras on-line, não somente para produtos das categorias de saúde e higiene/cuidados pessoais (como o álcool em gel 70%, item bastante procurado e com estoques constantemente esgotados por ser eficaz na higienização das mãos, superfícies e objetos de uso frequente). O segmento de alimentos e bebidas também teve aumento significativo durante a pandemia, já que os consumidores evitavam sair de casa até mesmo para ir ao supermercado. 

Enquanto as lojas físicas permaneciam fechadas ou parcialmente abertas (aceitando pedidos somente pelo balcão ou por serviço de delivery), os comércios que já tinham lojas virtuais tiveram que se preparar e adaptar para atender a demanda crescente de pedidos. 

O Carrefour Brasil, por exemplo, viu seu e-commerce triplicar com o Coronavírus. Em apenas 15 dias, o grupo tomou 240 decisões para responder ao crescimento da demanda nas lojas físicas e on-line no Brasil em meio à pandemia da COVID-19. 

Com cerca de 3 mil funcionários afastados das funções por pertencerem ao grupo de risco ou apresentarem sintomas do vírus, o Carrefour Brasil abriu cerca de 5 mil vagas temporárias, totalizando mais de 85 mil trabalhadores no país. O varejista também intensificou as negociações com fornecedores para evitar escassez de mercadorias e aumento nos preços de 200 produtos de marca própria até 3 de junho. 

Para o gigante de marketplace Mercado Livre, no mês de março as categorias de saúde, cuidado pessoal e alimentos e bebidas (consideradas como primeiras necessidades) registraram crescimento de 15% quando comparado ao mês todo de fevereiro deste ano. Na comparação com a primeira quinzena de março do ano passado, o crescimento foi de 65%.  

Nos Estados Unidos, o aumento no comércio eletrônico levou a Amazon a contratar mais 100 mil funcionários para suprir a demanda. 

Em relação aos entregadores, algumas medidas de segurança foram tomadas no Brasil e no mundo como, por exemplo, eliminar a necessidade da assinatura do cliente no celular do entregador ao receber uma encomenda, ou até mesmo orientando o consumidor a manter uma distância de 2 metros do entregador, buscando a encomenda somente quando ele fosse embora.  

Nas áreas administrativas de diversas empresas de e-commerce muitos funcionários começaram a trabalhar remotamente em modelo home-office. E, em alguns casos específicos, quando não era possível trabalhar remotamente, para diminuir a concentração de pessoas no mesmo local, a ocupação máxima nos escritórios, refeitórios e salas de convivência foi restringida para a metade. 

Enquanto isso, as lojas físicas, como supermercados, hipermercados, mercearias e lojas de bairro, passaram a comprar volumes maiores para saírem menos de casa e permitirem que os clientes estocassem mantimentos, também saindo menos de casa. Além disso, a preocupação era a escassez do estoque de fornecedores antecipou as compras de estoque e matéria-prima em até 3 meses. 

A crise foi, ainda, uma oportunidade para que o varejo físico enxergasse que é hora de ajustar suas operações para o comércio eletrônico. Supermercados tradicionais têm uma participação baixa de vendas on-line, de cerca de 4%. Agora a tendência é que o setor cresça mais ainda.  

Com o aumento da demanda no e-commerce, a tendência é que os prazos de entrega fiquem mais longos. E essa é a hora de as startups do segmento exercerem o seu papel. Embora preocupante, o cenário mostrou grandes oportunidades para as startups de logística, que aproveitaram o momento de crescimento nas operações de e-commerce para oferecer serviços de entrega, monitoramento de cargas e estoques, disponibilização de frotas e mão de obra terceirizada. Afinal, o mercado logístico não pode parar, nem em meio a uma pandemia, visto que seu funcionamento é essencial para o transporte e entrega de alimentos, remédios, produtos de higiene e itens básicos e essenciais para a vida humana. 

Quais os melhores investimentos para startups brasileiras em 2020?

Aceleradoras, ventures, incubadoras, bootstrapping: o que não falta é opção de investimentos para startups que estão começando.  

Até mesmo o primeiro unicórnio brasileiro já aderiu aos investimentos para se tornar hoje uma das empresas mais rentáveis do mundo. 

E a tegUP preparou uma lista com os 7 melhores investimentos para as startups brasileiras apostarem em 2020. Confira: 

Bootstrapping 

O  bootstrapping não é bem um investimento, mas é considerado o primeiro passo para sustentar uma startuip. Neste caso, o empreendedor ou o grupo de empreendedores tira dinheiro do próprio bolso para investir na startup. Praticamente todas as startups criadas começam com o sistema bootstrapping até conseguirem investimentos maiores. 

O termo Bootstrapping vem do inglês e significa algo como “apertar a fivela das botas”, sendo utilizada para se referir à realização de algo sem nenhuma ajuda externa. 

Você pode recorrer ao Bootstrapping de duas formas: 

  • Fazendo uma reserva financeira: comece a se preparar fazendo uma reserva de fundos. O ideal é você continue no seu emprego atual e vá separando uma quantidade de dinheiro todos os meses para investir na sua startup. Após conseguir o montante necessário para manter a empresa, você pode pedir demissão e começar seu próprio negócio. 
  • Jornada dupla: a segunda opção é começar a trabalhar no projeto da sua startup mantendo seu emprego atual e pedir demissão apenas quando o negócio começar a gerar lucros. Apesar de mais cansativo, muitos empreendedores preferem agir assim para garantir sua rentabilidade. 

Investimento-Anjo 

É o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento.  

O Investidor-Anjo tem como preferência aplicar seu dinheiro em negócios com alto potencial de retorno e por isso esses aportes são feitos preferencialmente em startups. 

Confira as principais características do Investimento-Anjo: 

  • É feito por profissionais (empresários, executivos e profissionais liberais) experientes, que agregam valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos além dos recursos financeiros, por isto é conhecido como smart-money
  • Tem normalmente uma participação minoritária no negócio. 
  • Não tem posição executiva na empresa, mas apoiam o empreendedor atuando como um mentor ou conselheiro. 

Capital Semente (Seed) 

O Seed Money, ou Capital Semente, é um modelo de financiamento destinado a empresas, startups e projetos iniciantes, ainda em fase de concepção e planejamento, onde investidores aportam uma quantia de capital para ajudar a desenvolver e iniciar o negócio. Como o próprio nome sugere, esse tipo de investimento costuma ser um dos primeiros que uma empresa recebe – já que ele é feito muitas vezes ainda antes da organização existir. Dessa forma, o capital semente é usado para garantir a estabilidade da empresa até que a mesma consiga se sustentar ou receba uma outra rodada de investimento. 

Neste estágio inicial, os aportes financeiros ajudam, entre outras funções, na capacitação gerencial e financeira do negócio. O Seed Money pode ser feito tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. 

Incubadoras 

As Incubadoras são organizações que podem estar vinculadas as instituições de ensino públicas ou privadas, prefeituras, e até mesmo iniciativas empresariais independentes. Uma Incubadora tem por finalidade difundir a cultura empreendedora e ser uma alternativa de geração de novos negócios, empregos e renda. 

As incubadoras representam um modelo mais tradicional de investimento a partir de um projeto ou uma empresa que tem como objetivo a criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas ou microempresas, apoiando-as nas primeiras etapas de suas vidas. 

O processo de incubação inclui ajuda com a modelagem básica do negócio, ajuda com técnicas de apresentação, acesso a recursos de ensino superior, entre outros. 

As Incubadoras geralmente são constituídas por meio de convênios ou termos de cooperação, firmados entre várias instituições comprometidas com o desenvolvimento da região onde a startup irá atuar. 

Venture Capital 

Já o Venture Capital, ou Capital de Risco, é uma modalidade de investimento usada para apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, em determinada empresa ou startup, com objetivo de ter as ações valorizadas para posterior saída da operação.  

O risco se dá pela aposta em empresas cujo potencial de valorização é elevado e o retorno esperado é idêntico ao risco que os investidores querem correr.  

O valor de investimento costuma ser muito maior que um Seed Money, variando entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões em empresas que já faturam alguns milhões. 

Venture Building 

Nesse conceito, ao invés de se buscar uma startup, o investidor busca por empreendedores para formar um time, compartilhar recursos e proporcionar a troca de experiências. Desta forma, ambas as partes aumentam seu aprendizado e reduzem custos desnecessários muito cedo.  

O modelo mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital, sendo que fornece todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física.  

O objetivo de uma venture builder não é apenas criar um produto, mas construir um negócio. Geralmente a participação de uma venture builder numa startup é grande, chegando a até 80% da estrutura acionária na fase inicial. 

Aceleradoras 

As aceleradoras são um dos tipos mais modernos e procurados de investidores em startups. 

 O processo para participar de um programa de aceleração é aberto. Várias startups têm a chance de participar e as melhores passam para a próxima fase.  

As startups selecionadas para acelerar ganham, além do aporte financeiro, consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico, que pode variar entre três a oito meses.  

Venha acelerar com a tegUP 

Mais que uma aceleradora de startups, a tegUP é o braço de inovação aberta e de tecnologia da Tegma. Nós buscamos startups e empresas transformadoras, que ofereçam produtos, serviços e inovação relacionados ao universo da logística digital e dos transportes, apresentando alto potencial de evolução e que necessitem de todo o tipo de suporte para acelerar de forma significativa seu crescimento.  

Somos pioneiros nesse segmento e contamos com uma estrutura completa pronta para te ajudar, oferecendo não só o investimento direto necessário, como uma série de benefícios e incentivos para que sua startup ou empresa alcancem o sucesso: 

  • Acesso ao networking da Tegma; 
  • Laboratório real para testes; 
  • Coaching e mentoria apoio à gestão; 
  • Espaço de coworking; 
  • E, é claro, o investimento necessário. 

Em nosso amplo espaço você irá encontrar a melhor infraestrutura para participar de nosso programa de aceleração, trabalhando em seus projetos de maneira descontraída e partilhada, podendo utilizar de: estação de trabalho equipada com acesso à internet, amplas salas de reunião, ambiente que estimula a criatividade e área de descompressão.  

Se sua startup ou sua empresa faz parte do segmento de transporte de cargas, pátios e armazéns, automação de atendimento, gestão de frotas profissionais e tecnologia para logística e e-commerce usando tecnologias como SaaS, Big Data, Inteligência Artificial e IoT, acompanhe a tegUP nas redes sociais e fique de olho nas inscrições para o próximo programa de aceleração. Venha decolar conosco, nós te ajudamos com o gás necessário! 

Acesse: www.tegup.com.br

Lei do Software: cuidados que sua empresa deve tomar

A Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998, mais conhecida como Lei de Software, é o dispositivo legal que protege os direitos de quem desenvolve programas de computador no Brasil. 

Ela serve como referência no sentido de estipular direitos e deveres em relação ao uso de softwares de modo geral. 

Para empresas de tecnologia, conhecê-la é obrigatório, afinal, ela afeta diretamente as atividades de startups, fintechs e todas que operam em segmentos similares.  

Proteção de propriedade intelectual 

Um software é um produto (ou um serviço, como os SaaS) e pode ser patenteado e ter seus direitos de comercialização restritos. Segundo a Lei do Software, o programa de computador é considerado uma propriedade intelectual e pode ser protegido tais como as obras literárias e os direitos autorais. 

O proprietário deverá procurar o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para fazer o registro do software e assegurar seus direitos de criador e sua exclusividade sobre o software. 

O Parágrafo 2º do Artigo 2º do texto legal garante ao desenvolvedor os direitos de propriedade intelectual sobre um software por 50 anos, período que começa a contar a partir do primeiro dia do ano seguinte ao de sua criação. 

Proteção de direitos autorais 

A Lei de Software é também responsável pela proteção de direitos autorais dos programas de computador. No Artigo 2º, Parágrafo 3º, a legislação assegura aos criadores de um software os direitos autorais sobre ele independentemente de registro formal.  

Para registrá-lo, o desenvolvedor deve informar os seguintes dados ao INPI: 

  • Dados do autor e do titular do software, que podem ser pessoas diferentes ou empresas; 
  • Identificação e descrição de funcionalidades do sistema; 
  • Trechos e características que possibilitem sua identificação e possam assegurar a originalidade de sua criação. 

O registro no INPI é oficial e garante que ninguém viole os direitos de propriedade de uma criação por 50 anos. Se o desenvolvedor quiser comprovar a originalidade da criação de um software, o ideal é registrá-lo. 

Venda do software 

Para assegurar os direitos do comprador do software e dos clientes que irão utilizá-lo, o Capítulo IV conta com o Artigo 11, que diz que: “Nos casos de transferência de tecnologia de programa de computador, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial fará o registro dos respectivos contratos, para que produzam efeitos em relação a terceiros.” 

Para isso, será necessário entregar os seguintes documentos na hora da transferência: 

  • Documentação completa da solução; 
  • Código-fonte comentado; 
  • Memorial descritivo; 
  • Especificação de funcionalidade; 
  • Fluxograma. 

Suporte ao usuário 

O Capítulo III da Lei define as obrigações que o desenvolvedor de um programa tem com os usuários, que são: 

  • Emissão de contrato de licença de uso com informações sobre validade técnica e suporte; 
  • Emissão de documento fiscal pela prestação de serviço ao usuário; 
  • Prestação de serviços complementares ao software e concessão de suporte durante o prazo de validade técnica; 
  • Indenização aos usuários no caso de retirada da solução do mercado antes do fim da validade técnica especificada, caso não seja dada assistência específica na situação. 

Penalidades da Lei do Software 

Caso o desenvolvedor observe alguma violação de direitos autorais de um software, está prevista pena de detenção por seis a dois anos e mais multa ao infrator. E se a violação ocorrer por meio de reprodução parcial ou total, com intuito de comercialização, a penalidade passa a reclusão de um a quatro anos mais multa. 

Lembrando que, segundo o Artigo 6º, o usuário pode realizar cópia em apenas um exemplar para fins de segurança ou armazenamento adicional. Além disso, o mesmo artigo não condena semelhanças entre programas, que poderiam ser considerado plágios, visto que semelhanças podem ser naturais por conta de fazerem parte do mesmo mercado, terem o mesmo objetivo ou contarem com funcionalidades semelhantes. 

Em qualquer caso, o procedimento legal que pode levar às penas citadas apenas é iniciado caso a parte lesada preste queixa, mesmo que o usuário infrator já tenha produzido provas o suficiente para sustentar a alegação de fraude. 

O que é o Plano Nacional de Internet das Coisas

Você já deve ter ouvido falar em Plano Nacional de Internet das Coisas, mas sabe o que isso significa? Mais do que isso: sabe qual a importância o PNIC tem para as startups? Leia nosso artigo até o fim e descubra! 

O que é Internet das Coisas? 

Internet das Coisas como conhecemos nada mais é que a revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores. 

A IoT se tornou o centro de atenção de empresários do mundo inteiro. O estudo Inovação na Indústria de Tecnologia 2019, divulgado pela KPMG, uma das maiores empresas de auditoria do mundo, revelou que a IoT é a ferramenta com maior potencial modernizador de negócios nos próximos três anos. Isso porque ela pode ser aplicada tanto em sistemas de robótica mais complexos quanto em pequenos dispositivos, como eletrodomésticos inteligentes.     

Para implementar e desenvolver a Internet das Coisas no país, foi criado o decreto 9.854/19, de 25 de junho de 2019, que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT). 

O Plano Nacional de Internet das Coisas define a Internet das Coisas como “a infraestrutura que integra a prestação de serviços de valor adicionado com capacidades de conexão física ou virtual de coisas com dispositivos baseados em tecnologias da informação e comunicação existentes e nas suas evoluções, com interoperabilidade”.  

O plano também define sistemas de comunicação homem x máquina como “as redes de telecomunicações, incluídos os dispositivos de acesso, para transmitir dados a aplicações remotas com o objetivo de monitorar, de medir e de controlar o próprio dispositivo, o ambiente ao seu redor ou sistemas de dados a ele conectados por meio dessas redes”. 

Qual o objetivo do Plano Nacional de Internet das Coisas? 

O objetivo do Plano Nacional de Internet das Coisas é dar mais espaço à IoT no Brasil, implementando e desenvolvendo novas tecnologias e levando em consideração a livre concorrência e a livre circulação de dados, sem deixar de lado a proteção de dados pessoais dos usuários de internet. 

Com esse decreto, o governo irá a regulamentar o funcionamento e o desenvolvimento de novidades na área de dispositivos conectados, que vão desde os eletrodomésticos inteligentes, como smart TVs, geladeiras e todo tipo de aparelhos com inteligência artificial para automação residencial, até veículos autônomos e processos industriais, controlando máquinas e dispositivos interconectados. 

Entre as principais metas do relatório estão: 

  • A melhoraria na qualidade de vida das pessoas; 
  • A promoção de ganhos de eficiência nos serviços, por meio da implementação de soluções de IoT; 
  • A capacitação profissional relacionada ao desenvolvimento de aplicações de IoT e a geração de empregos na economia digital; 
  • A melhora na produtividade e a fomentação da competitividade das empresas brasileiras desenvolvedoras de IoT, por meio da promoção de um ecossistema de inovação nesse setor; 
  • A parceria entre setores público e privado para a implementação da IoT; 
  • O aumento da integração do país no cenário internacional, por meio da participação em fóruns de padronização, da cooperação internacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação e da internacionalização de soluções de IoT desenvolvidas no país. 

Resumindo, o plano tem como meta aumentar a integração do Brasil no cenário internacional da IoT. 

Quem é o órgão responsável por fiscalizar o Plano Nacional de IoT? 

Para executar o Plano Nacional de IoT, foi reaberta uma instituição que faz o controle de implementação e fomento da tecnologia no país, a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas, composta pelos seguintes órgãos: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Ministério da Economia; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Regional. 

A entidade deverá monitorar e avaliar as iniciativas; promover e fomentar parcerias público-privadas; discutir com órgãos e entidades públicas os temas de priorização e atuar com elas para estimular o uso e desenvolvimento de soluções e apoiar projetos mobilizadores na área. 

O que o diz o decreto do Plano Nacional de Internet das Coisas? 

Confira alguns dos principais pontos decretados no Plano Nacional de Internet das Coisas: 

Art. 4º  Ato do Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações indicará os ambientes priorizados para aplicações de soluções de IoT e incluirá, no mínimo, os ambientes de saúde, de cidades, de indústrias e rural. 

§ 1º  Os ambientes de uso de IoT serão priorizados a partir de critérios de oferta, de demanda e de capacidade de desenvolvimento local. 

§ 2º  O ato de que trata o caput será utilizado como referência para: 

I – o acesso a mecanismos de fomento à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação; e 

II – o apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. 

§ 3º  Os órgãos e entidades públicas com projetos relacionados à IoT poderão aderir ao Plano Nacional de Internet das Coisas para fins do disposto no § 2º, por meio de acordo de cooperação técnica com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. 

Art. 5º  Ficam estabelecidos os seguintes temas que integrarão plano de ação destinado a identificar soluções para viabilizar o Plano Nacional de Internet das Coisas 

I – ciência, tecnologia e inovação; 

II – inserção internacional; 

III – educação e capacitação profissional; 

IV – infraestrutura de conectividade e interoperabilidade; 

V – regulação, segurança e privacidade; e 

VI – viabilidade econômica. 

Parágrafo único.  As ações desenvolvidas no plano de ação de que trata o caput deverão estar alinhadas com as ações estratégicas definidas na Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, nos termos do disposto no Decreto nº 9.319, de 21 de março de 2018. 

Art. 6º  Ficam estabelecidos os seguintes projetos mobilizadores com o objetivo de facilitar a implementação do Plano Nacional de Internet das Coisas, a serem coordenados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: 

I – Plataformas de Inovação em Internet das Coisas; 

II – Centros de Competência para Tecnologias Habilitadoras em Internet das Coisas; e 

III – Observatório Nacional para o Acompanhamento da Transformação Digital. 

Com o desenvolvimento da Internet das Coisas, outras tecnologias, como Machine Learning e Big Data também ganharão espaço em território nacional, trazendo inovação a um setor que impacta desde o chão de fábrica até o resultado do produto final e que visa aumentar a integração entre homens e máquinas. 

Cuidados que a sua startup deve ter com a nova LGPD

Sancionada em 14 de agosto de 2018, a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados) é a legislação brasileira que regula as atividades de tratamento de dados pessoais no Brasil. 

Ela se fundamenta em diversos valores, como: privacidade; liberdade de expressão, de informação, comunicação e opinião; livre concorrência  

A LGPD vem para tratar de 10 princípios relativos ao tratamento e à proteção de dados pessoais na internet: 

  1. A obtenção dos dados deve ter um fim específico. 
  2. Tais fins deverão estar relacionados com o propósito da empresa. 
  3. O mínimo possível dos dados deve ser coletado. 
  4. O usuário deverá ter a possibilidade de acessar os dados que cada empresa tem dele. 
  5. Os dados devem ser recorrentemente atualizados, com informações recentes. 
  6. A empresa deve tratar o usuário com clareza. 
  7. Devem ser tomadas as medidas necessárias para a proteção dos dados obtidos. 
  8. Devem ser utilizados meios para prevenir qualquer eventual vazamento de dados. 
  9. A empresa não pode discriminar os usuários pelos seus dados. 
  10. A empresa deve se responsabilizar pelo tratamento dos dados. 

O que muda para as startups e empresas de tecnologia com a LGPD? 

Os temas desenvolvimento econômico, desenvolvimento tecnológico e inovação são os mais relevantes para as startups, já que a criação de tecnologias e a fomentação de soluções inovadoras fazem parte de seus DNAs. 

A partir de agosto de 2020 todas as empresas do Brasil precisarão estar em concordância com essas regras. 

O ponto central da LGPD é a necessidade de consentimento expresso do titular para armazenamento de seus dados nas plataformas digitais. 

Agora fica proibido ceder ou vender informações de contato dos clientes para outras empresas a fim de divulgar produtos e serviços, e também fica proibido o uso dos dados por parte da própria empresa para uma finalidade diferente daquela que foi combinada com o cliente. 

Segundo a lei estão proibidos “Acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito”. 

Independentemente de quais medidas você adotar na prática, é importante lembrar que o grande objetivo de toda essa mudança é aumentar a segurança de dados dos usuários e a transparência das empresas. 

Os clientes poderão questionar a qualquer momento a situação dos seus dados ou até mesmo pedir a exclusão de tudo. 

Qual é o órgão que irá fiscalizar a LGPD? 

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é o órgão responsável por fiscalizar se as empresas estão cumprindo a Lei. 

A agência reguladora, criada por meio da Medida Provisória (MP) nº 869, de 27 de dezembro de 2018, será composta por 23 profissionais, sendo cinco diretores. 

A criação do órgão faz com que o Brasil esteja de acordo com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia, o que torna o país capacitado para o transacionamento de dados pessoais com países da União Europeia. 

Há multa para quem descumprir a LGPD? 

Entre as sanções previstas para descumprimento das medidas de proteção de dados está uma multa de 2% do faturamento total da empresa ou do conglomerado, limitada a R$ 50 milhões. 

Se adequar à LGPD é mais que garantir a escalabilidade e a durabilidade das startups. Estar em compliance com a Lei pode ser considerado, ainda, um diferencial de mercado, principalmente na hora de procurar investimentos e negociar com empresas e grupos maiores. 

Business Model Canvas: 4 ferramentas para elaborar o seu modelo de negócios

Já mostramos anteriormente aqui no blog o conceito e os modelos de Business Model Canvas, uma estratégia que vai facilitar a elaboração do seu plano de negócios. 

Leia nosso artigo para saber mais sobre esse conceito: Business Model Canvas: analise e organize suas estratégias de negócio. 

Com o Canvas, é possível criar um modelo de negócios bem definido que irá ajudar a compreender profundamente o cliente. Dessa forma, é possível oferecer produtos e serviços que atendam as expectativas do público-alvo e oferecer exatamente o que ele procura. 

Existem diversas ferramentas e aplicativos disponíveis para facilitar esse processo. Confira 4 delas: 

#1 Sebrae Canvas 

Sebrae Canvas é uma ferramenta desenvolvida pelo Sebrae para estimular que você crie e valide modelos de negócios. Com ela, é possível criar, arrastar e reorganizar os post-its conforme desejar. Além disso, você pode se conectar ao Canvas da sua rede e comentar e compartilhar os projetos. Disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. 

#2 Mob Business 

Esse aplicativo permite que você crie modelos de negócios Canvas e SWOT e divida-os blocos, filtrando por força, oportunidades e ameaças. É possível exportar seu modelo de Canvas para PDF ou JPG. Disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. 

#3 GoCanvas 

Com o GoCanvas você pode digitalizar todos os documentos Canvas impressos, eliminando a possibilidade de erros e agilizando suas operações diárias. É possível compartilhar seu Canvas com sua equipe, clientes ou qualquer pessoa que precise vê-lo. Disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. 

#4 MindMeister 

No app Mindly você reúne suas ideias em um só lugar e cria resumos rápidos para facilitar o planejamento dos seus projetos, definindo construção, prazos, metas e necessidades de mercado. Porque, antes de tudo, o Canvas é baseado na organização do seu mapa mental. Este app pode ser compartilhado com sua equipe e está disponível para os sistemas iOS, Android e Mac OS X. 

Sobre o Autor 

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.     

Saiba mais: www.tegup.com 

Acqui-hiring: o modelo de aquisições que visa somar talentos para expandir negócios

Acqui-hiring (ou contratação de Acqui, em português) é um modelo de aquisição empresarial que visa recrutar também os funcionários, e não somente os produtos e serviços da empresa adquirida. 

Bastante praticado no Vale do Silício, a acqui-hiring tem como foco principal aproveitar os talentos da empresa e poupar custos, tempo e esforços com novas contratações e treinamentos. 

A aquisição de talentos pode ser favorável tanto para os funcionários, que ganham o prestígio de serem comprados por uma companhia maior, quanto para a empresa, que encurta o caminho dos típicos processos de contratação, que envolvem: desenho do cargo, divulgação da vaga, triagem de currículos, entrevistas, testes, dinâmicas, treinamento, entre outros. 

No início de 2010, a contratação de aquisições tornou-se comum em empresas iniciantes, especialmente no setor de tecnologia (em que os engenheiros de software qualificados trabalhando para startups eram considerados lucrativos).  

Em março de 2013, o Facebook era o maior executor de aquisições de talentos. Uma de suas aquisições, a FriendFeed, trouxe vários ex-alunos do Google com alto perfil empresarial, incluindo Bret Taylor, programador que se tornou diretor de tecnologia do Facebook logo após a aquisição.  

Twitter, Yahoo e Google também foram classificados como adeptos da acqui-hiring. 

Em janeiro, o Nubank divulgou sua primeira aquisição. A fintech comprou a startup Plataformatec (especializada em ajudar no desenvolvimento e gerenciamento de produtos digitais) com o objetivo de somar talentos de profissionais das áreas de engenharia, software e metodologias e trazê-los para seus negócios.  

O Nubank tem hoje quase 20 milhões de clientes e se tornou um unicórnio em março de 2018. Agora, a fintech está de olho nos pagamentos instantâneos. 

Sobre o Autor 

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

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