Alibaba transforma 700 milhões de usuários em vendedores

Usuários da Alibaba, cujos negócios são baseados em e-commerce e incluem sites de B2B, vendas no varejo e pagamentos on-line, agora podem montar uma loja própria sem estoque utilizando um dos aplicativos da plataforma, oferecendo produtos de parceiros e recebendo comissões sobre vendas. 

Na função Taoxiaopu do aplicativo Taobao, da Alibaba, todos os usuários (que já passam de 700 milhões) podem usar o recurso gratuitamente. 

A logística de entrega dos produtos é realizada pela Alibaba. O único trabalho do usuário é a divulgação de seu próprio marketplace nas redes sociais. 

Segundo os analistas da Alibaba, a ideia é aproveitar a enorme base de usuários e a popularidade do aplicativo para impulsionar o consumo.  

No início, os lojistas têm acesso a uma quantidade limitada de produtos. Conforme as vendas aumentam, eles podem ampliar as ofertas. Os usuários com maiores vendas podem escolher até 10 mil itens de parceiros da Alibaba. Dependendo da mercadoria, a comissão pode chegar a 15% do valor da venda. 

Lembrando que, recentemente, a Alibaba abriu o maior armazém automatizado da China. 

Todo o parque é sustentado pela tecnologia da Internet das Coisas e robôs podem ser vistos movendo unidades no armazém, enquanto a equipe humana abastece as unidades com as mercadorias. 

O armazém robotizado pode atender o dobro dos pedidos que um armazém tradicional no mesmo período, e os robôs usam a IoT para evitar colisões entre si e selecionar e transportar as mercadorias de forma inteligente. 

A decisão de abrir um armazém automatizado veio depois do sucesso que a plataforma atingiu no Dia dos Solteiros (data comemorativa criada pela própria Alibaba, em 2009, tão popular quanto o Dia dos Namorados na China), em que faturou US$ 25 bilhões em apenas 24 horas. 

Sobre o Autor     

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.    

Saiba mais: www.tegup.com 

A (r)evolução das máquinas: robôs inteligentes realizam logística interna autônoma

A Internet das Coisas e a Inteligência Artificial estão revolucionando a logística e mudando a forma como as entregas são realizadas, diminuindo custos e tempo de transporte. 

Hoje já é possível usufruir do serviço de drone delivery, ou seja, contratar uma empresa para realizar a entregas por meio de drones inteligentes. Para esta modalidade, há empresas que realizam entrega de medicamentos, órgãos, bolsas de sangue, produtos de e-commerce, supermercado e delivery de comida em geral. 

Mas não são apenas as startups que estão investindo em tecnologia de ponta para realizar entregas. 

No início de 2020, a Ford anunciou a compra de robôs inteligentes para explorar o segmento de entregas autônomas. 

Os robôs, do modelo Digit, serão produzidos pela startup norte-americana Agility Robotics.  

Segundo a Agility Robotics, o Digit pode ser usado para transporte em armazéns, carga e descarga de mercadorias.  

Equipado com câmeras, sensores LIDAR (os mesmos utilizados por carros autônomos) e algoritmos de inteligência artificial, o robô tem tamanho e formato semelhante ao corpo humano e é capaz de transportar caixas de até 18kg enquanto caminha de pé. Suas “articulações” permitem que ele suba e desça escadas e caminhe, inclusive, sobre superfícies irregulares. As juntas são vedadas para operação em ambientes externos e sua bateria certificada pela ONU 38.3 permite o transporte aéreo de cargas. 

Além do uso para logística interna, a Ford espera conectar os robôs, futuramente, com serviços autônomos de entrega realizados em parceria com outras empresas — como o Walmart. 

Pela primeira vez, um robô humanoide completo  com recursos de mobilidade e manipulação  estará disponível para clientes em uma ampla variedade de indústrias, internas e externas. Estamos ansiosos para mostrar nosso trabalho em tarefas de logística e não logística nos próximos meses.” 

Damion Shelton 

CEO da Agility Robotics 

Por enquanto, durante a fase de testes, a montadora espera explorar novas maneiras de integrar tecnologias avançadas com operadores humanos, trazendo eficiência para diversos processos internos. 

Sobre o Autor   

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

Saiba mais: www.tegup.com 

Business Model Canvas: analise e organize suas estratégias de negócio

Entre os modelos de negócios mais usados pelas empresas no mundo todo está o Business Model Canvas.   

Essa estratégia chegou para tornar a tarefa de planejamento empresarial mais prática e menos cansativa, e envolve a participação dos líderes de diversos setores da empresa.   

O Canvas é uma criação do suíço Alexander Osterwalder, que é autor do livro Business Model Generation e considerado o maior especialista em modelo de negócios do mundo.   

Após um processo colaborativo com mais de 200 consultores pelo mundo, Alexander criou um gráfico feito em PowerPoint que permitia uma melhor visualização estratégica do negócio.  

O gráfico foi aprimorado a partir de conceitos de design thinking e, anos mais tarde, se tornou o Canvas como conhecemos hoje, separado em nove blocos. 

Essa ferramenta, além de ajudar a tirar a ideia da sua startup do papel, também vai ajudar a analisar e organizar os elementos do seu negócio para entender quando eles já não estão funcionando tão bem. 

Segundo Osterwalder, existem 9 características fundamentais que o Canvas deve explorar:   

  1. Parcerias-chave: quais parceiros ajudarão a compor melhor essa oferta?  
  1. Atividades-chave: o que você faz que irá consistir no produto/serviço ofertado?  
  1. Recursos-chave: qual a infraestrutura, recursos ou serviços de base?  
  1. Proposta de valor: o que você oferece que é único no mercado?  
  1. Relações com os clientes: que tipo de relação você estabelece com o cliente?  
  1. Canais de comunicação/distribuição: como o produto chega até o cliente?  
  1. Segmentos de mercado: quem é o cliente final?  
  1. Estrutura de custos: quais drivers são geradores de custos?  
  1. Fontes de renda: quanto você cobra e quais são os drivers de receita? 

Como fazer o Business Model Canvas na prática? 

  • Para fazer o seu próprio Canvas, indicamos que você imprima o diagrama em uma folha A3. 
  • Feito isso, reúna os heads da sua equipe para que vocês montem o Canvas em conjunto. 
  • Cada head irá colar um post-it no bloco referente à sua área de atuação. 

Esse é um exercício que normalmente requer alterações, mudanças e repensar muitas suposições iniciais, então será possível alterar as estratégias facilmente sempre que necessário apenas substituindo os post-its. 

Modelo de Business Model Canvas 

Com base nas informações da tegUP, preparamos um modelo de diagrama para ilustrar o Business Model Canvas, confira: 

Com esses exemplos em mãos você estará pronto para fazer o seu próprio Canvas. 

E lembre-se: coloque o máximo de informações que achar relevante e não se preocupe em mudar de ideia ao longo do processo, pois isso tornará as estratégias do seu Canvas ainda melhores e assertivas. 

Como tornar sua startup um negócio escalável?

Em um mercado cada vez mais volátil, as empresas têm trabalhado para se adequarem ao modelo de “negócio escalável”. Mas afinal, o que é isso? 

Para ser escalável, uma empresa deve ser capaz de elevar o faturamento sem que suas despesas sofram aumento equivalente. Uma empresa escalável é aquela que consegue expandir muito o seu número de clientes e/ou faturamento de forma acelerada, sem precisar aumentar seus custos na mesma proporção. Dessa forma, a rentabilidade do negócio é garantida com mais facilidade. 

E as startups devem ter a escalabilidade em seu DNA. Isso porque Investidores Anjo e fundos de Venture Capital têm como alvo startups e empresas em expansão que seguem o modelo de escalabilidade.  

Neste tipo de aporte, os investidores geralmente compram uma porcentagem da startup por um valor determinado – que pode variar de acordo com o valuation da empresa naquela rodada de investimento. Eles investem seu dinheiro e esperam que o valor da participação cresça conforme as operações da startup aumentam. 

Com uma empresa escalável, o crescimento pode acontecer muito mais rápido em comparação a empresas tradicionais. E como fazer isso? 

9 características essenciais de um negócio escalável 

Alex Osterwalder, autor do livro Business Model Generation e considerado o maior especialista em modelo de negócios do mundo, definiu 9 características fundamentais que um negócio escalável deve trabalhar: 

  1. Parcerias-chave: quais parceiros ajudarão a compor melhor essa oferta? 
  1. Atividades-chave: o que você faz que irá consistir no produto/serviço ofertado? 
  1. Recursos-chave: qual a infraestrutura, recursos ou serviços de base? 
  1. Proposta de valor: o que você oferece que é único no mercado? 
  1. Relações com os clientes: que tipo de relação você estabelece com o cliente? 
  1. Canais de comunicação e distribuição: como o produto chega até o cliente? 
  1. Segmentos de mercado: quem é o cliente final? 
  1. Estrutura de custos: quais drivers são geradores de custos? 
  1. Fontes de renda: quanto você cobra e quais são os drivers de receita? 

O meu negócio pode se tornar escalável? 

Se você tem dúvidas de que a sua startup pode ou não se tornar um negócio escalável, confira algumas características que representam esse tipo de modelo.  

  • Negócios escaláveis possuem mais facilidade na operação. Mesmo que o segmento seja de alta complexidade, as tecnologias e estratégias certas permitem que os processos sejam executados facilmente. 
  • Geralmente as empresas escaláveis possuem processos bem padronizados, ou seja, possuem uma linha de raciocínio estabelecidos têm potencial para se tornarem escaláveis. Mas nada impede que esse raciocínio seja repensado com o passar do tempo e de acordo com a necessidade. 
  • Modelos escaláveis geralmente são altamente replicáveis, ou seja, não existe uma personalização daquilo que é entregue ao cliente. Isso não quer dizer que você não deva oferecer um produto ou serviço com diferencial competitivo. 

Empresas tradicionais também podem atingir essa escala, mas isso pode levar décadas, enquanto uma startup escalável pode atingir esse volume entre 6 e 10 anos.  

Sobre o Autor   

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

Saiba mais: www.tegup.com

Bootstrapping: como manter uma startup sem o investimento de terceiros?

Levantar investimento é fundamental para o desenvolvimento – e até para a sobrevivência – de uma startup no mercado brasileiro. 

De acordo com o Sebrae, 30% das startups no país não sobrevivem no mercado devido à falta de acesso ao capital. 

Hoje existem diversas opções de investimentos capazes de fazer com que essas empresas cresçam rapidamente e gerem lucros cada vez maiores, mantendo custos de manutenção muito baixos. Os exemplos mais comuns são: 

Capital Semente: este investimento apoia startups em fase de implementação e organização de operações que ainda não estouraram, mas que já têm produtos ou serviços lançados no mercado e apresentam algum faturamento. Neste estágio inicial, os aportes financeiros ajudam, entre outras funções, na capacitação gerencial e financeira do negócio. 

Investimento-Anjo: é o investimento feito por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento e retorno. O termo “anjo” é utilizado pelo fato de não ser um investidor exclusivamente financeiro, mas que também apoia o empreendedor fornecendo seus conhecimentos, experiência e networking. 

Aceleradoras: as aceleradoras de startups, assim como a tegUP, abrem um programa de aceleração aberto em que as startups se inscrevem e têm a chance de participar. Além do investimento, as aceleradoras oferecem consultoria, apoio à gestão, treinamento e infraestrutura para que a startup consiga se desenvolver e crescer exponencialmente. A diferença é que as aceleradoras dão preferência a startups que já tenham superado o estágio inicial de proposição de negócio. 

Mas o que fazer quando a startup está começando e ainda não está apta a receber nenhuma das opções de investimento citadas acima? 

Uma alternativa é o Bootstrapping, uma forma autossustentável de se desenvolver financeiramente, sem receber aporte. 

O Bootstrapping costuma ser o primeiro passo dos investimentos. Neste caso, o empreendedor, ou o grupo de empreendedores, investe dinheiro do próprio bolso na startup.  

O termo Bootstrapping é definido como “processos autossustentáveis que funcionam sem ajuda externa.” 

A principal vantagem de se começar uma startup nesse modelo é não ter que abrir mão de uma parte da empresa, evitando assim que você dilua seu possível lucro. Além disso, você não responde a um sócio ou conselho, o que permite tomar decisões com mais agilidade e fugir de burocracias que surgem com a inclusão de novas pessoas em seu quadro societário. 

Existem duas formas de aplicar o Bootstrapping no seu negócio:  

Double Journey: nesta metodologia, você mantém o emprego atual e trabalha paralelamente em seu projeto. Desta forma, você garante os fundos básicos e necessários para dar início à startup. 

Stocking: com esta estratégia, você cria uma reserva financeira. Quando essa reserva atinge um valor que considera seguro, você pode iniciar o seu negócio e startar definitivamente o seu projeto. 

Praticamente todas as startups começam com esse sistema até conseguirem investimentos maiores. 

Contudo, como mencionado, o Bootstrapping só é indicado para startups que ainda estejam na fase inicial de negócio.  

Se a sua startup deseja alcançar voos maiores e crescer de forma segura e sustentável, é imprescindível a presença de um investidor, para que a ideia seja desenvolvida e saia do papel. 

Sobre o Autor     

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.    

Saiba mais: www.tegup.com

Corporate Venture: quando grandes empresas investem em startups emergentes

Corporate Venture é um conceito que vem sido largamente aplicado no setor corporativo, principalmente no universo das startups e empresas de tecnologia. 

Ele ocorre quando grandes empresas investem tanto em startups quanto nas ideias inovadoras dos próprios funcionários. Desta forma, empresa e startup podem prosperar juntas, formando negócios lucrativos e escaláveis. 

Esse crescente movimento realizado pelas grandes empresas – muitas delas gigantes e líderes de mercado – tem diversas vantagens. Uma delas é a busca por inovação disruptiva de maneira mais rápida e mais barata.  

Se uma grande corporação optasse por inovar por conta própria, levaria muito mais tempo e gastaria muito mais recursos. 

Já quando a prática envolve o investimento sistemático em startups – que já estejam ligadas à atuação da companhia – os custos e os prazos são diminuídos, visto que a startup já conta com equipe especializada à disposição e, caso necessite de mais infraestrutura, contará com o apoio da empresa investidora no projeto. 

O Corporate Venture pode acontecer de duas formas. E as duas formas podem se completar.  

A primeira consiste em usar os recursos da própria empresa investidora – pessoas, dinheiro, infraestrutura etc. este é chamado Corporate Venture Interno (CVI). 

Já a segunda, chamada de Corporate Venture Externo (CVE), ocorre quando a empresa investidora aposta em projetos criados pela startup, gerando interação e envolvimento entre as equipes. 

Em alguns casos, as empresas investidoras também exercem uma participação acionária nas startups. Esse formato é conhecido como Corporate Venture Capital (CVC) e a empresa pode optar por investir diretamente na startup ou então em fundos de investimento. 

A empresa também pode escolher entre um modelo de aquisição de participação minoritária, sem aquisição do controle da empresa ou em um modelo de aquisição de controle parcial ou total da empresa. 

Algumas das empresas mais valiosas do mundo (Google/Alphabet, Facebook, Amazon, Tencent e Alibaba) são ex-startups, e cresceram exponencialmente, mudando completamente o ambiente de negócios da qual fazem parte. Esse crescimento acelerado e bem fortalecido muito se deve à prática do Corporate Venture. 

O objetivo do Corporate Venture vai muito além de atingir os objetivos financeiros das empresas envolvidas, mas pode ser também uma forma de melhoras os objetivos estratégicos de ambas, disponibilizando, por um lado, equipe qualificada e ideias inovadoras e, por outro lado, investimento e infraestrutura para colocar as ideias em prática. 

Sobre o Autor    

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.   

Saiba mais: www.tegup.com

A era das startups que criam soluções tecnológicas para outras startups

Não podemos negar que o Brasil é um dos países mais atrativos para as startups. 

Isso se deve, principalmente, à crise econômica, que teve início em meados de 2014.  

Com tantos casos de declaração de falência, recuperação judicial e demissão em massa, os trabalhadores foram de desempregados a empreendedores e a tendência em abrir novas empresas, especialmente startups, deslanchou. 

As startups que surgiram neste período mudaram a forma como o consumidor se relaciona com o mundo. Entre elas, Uber, Nubank e AirBnB, que atingiram um público de grandes proporções neste período, no Brasil. 

Deste mesmo impulso, foi possível identificar que nem todas as startups tinham o apoio necessário para crescer. O mercado não estava preparado para recebê-las. E isso deu origem a um novo modelo de negócios: o de startups que criam soluções para ajudar outras startups. 

Um exemplo é a Kovi, startup brasileira especializada em aluguel de veículos para motoristas de aplicativo. 

Criada em 2018 pelos empreendedores Adhemar Neto e João Costa, ex-funcionários do app de mobilidade urbana 99, a startup surgiu para solucionar os problemas dos motoristas de app, oferecendo aluguel de veículos mais barato e menos burocrático. 

Mesmo após fechar parceria com grandes locadoras, como Localiza e Movida, a startup busca crescer focando no nicho dos motoristas de aplicativo. 

Após receber US$ 10,6 milhões de investimento em julho de 2019, a meta era quase quadruplicar o número de motoristas que alugam pela plataforma até o fim do mesmo ano. 

Com os novos recursos, o negócio espera chegar a 5 mil usuários – 3,6 mil a mais que os 1,4 mil iniciais. 

A também brasileira Vitta oferece planos de saúde exclusivos para membros de startups e surgiu da própria experiência dos cofundadores João Gabriel Alkmim e Lucas Lacerda na Vitta: o aumento de custos nos planos de saúde. 

Os planos da Vitta custam de 15% a 20% menos que as ofertas similares em corretoras tradicionais e as consultas são agendadas em cerca de 24 horas, com uma ferramenta de geolocalização que busca profissionais perto do trabalho ou da residência do funcionário. 

A startup já conta com uma fila de espera de mais 14 mil funcionários, de mais de 200 startups. 

Frete Rápido, vencedora do processo de aceleração da tegUP em 2018, firmou parceria com a AZAPFY, startup de Belo Horizonte que cria soluções para transportadoras e empresas de logística com foco na produtividade e disponibilização de informações em tempo real para rastreamento de cargas. 

Em setembro de 2019 as startups fecharam um acordo que tem como principal objetivo levar mais benefícios aos clientes. 

Com as soluções da AZAPFY, a Frete Rápido oferece um controle avançado do status de fretes, desde a coleta até a entrega final. 

E a AZAPFY enxergou nessa parceria uma oportunidade de ampliar suas chances na conquista de novos clientes. 

E não é apenas de startups brasileiras que esse mercado se sustenta. A startup novaiorquina Cargo permite aos motoristas de app do Rio de Janeiro e São Paulo instalarem pequenas lojas de conveniência em seus automóveis, com produtos vendidos pela Cargo. 

Os motoristas não precisam pagar pelo estoque. Com isso, eles obtêm uma renda extra e possivelmente uma melhor avaliação de seus consumidores. 

Mesmo diante da desaceleração econômica, hoje o Brasil conta com mais de 12 mil empresas nascentes, sendo nove delas unicórnios, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. 

O crescimento atrai o olhar de investidores estrangeiros, ao mesmo tempo que as startups ficam mais interessadas em ganhar o mercado exterior para compartilhar suas ideias e experiências. 

Sobre o Autor   

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

Saiba mais: www.tegup.com

Sustentabilidade e acessibilidade ainda são grandes desafios para a mobilidade urbana

Um dos significados de mobilidade no dicionário é “possibilidade de ir para outro lugar rapidamente”. E é justamente isso que prega o conceito: mover-se com praticidade e fluidez. 

Hoje, não somente ônibus, trens, metrôs e veículos particulares fazem parte da rotina de mobilidade urbana nas grandes cidades. 

É cada vez mais comum encontrarmos bicicletas, patinetes e hoverboards elétricos percorrendo as ruas das capitais metropolitanas, levando as pessoas para o trabalho, faculdade e momentos de lazer.  

Dentro de alguns anos será comum pedirmos um Uber e recebermos um veículo autônomo, sem motorista. 

Mas, em meio a tantas inovações, em que patamar estamos quando falamos em sustentabilidade? 

Alguns países estão bastante avançados no sentido da descarbonização do transporte. Na Alemanha, o Bundestag (parlamento da República Federal da Alemanha, que participa da formulação de leis) votou, no início de 2018, pela proibição de veículos movidos a combustão interna no país. A medida prevê a adoção exclusiva de motores elétricos até 2030.  

Já o Reino Unido prevê retirar todos os carros movidos a gasolina e diesel das ruas até 2050. 

O Brasil, no entanto, parece não seguir o mesmo caminho. Dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), referentes a 2016, indicam um aumento de 4% no consumo de gasolina em veículos leves, enquanto o etanol caiu 10% na comparação com o ano anterior. E o total de emissões de CO² pelos sistemas de transporte de cargas e de passageiros aumentou quase 40% nos últimos dez anos. 

Há ainda os impactos da Medida Provisória 795, que dá incentivos fiscais a companhias petrolíferas e concede várias isenções de impostos até 2040 a empresas que atuam na exploração e produção de petróleo. 

Além da sustentabilidade, para comportar tantos meios de transporte alternativos, as cidades precisam se replanejar para se tornarem mais acessíveis para manter a segurança dos transeuntes e a fluidez da mobilidade. 

Sancionada em janeiro de 2012, a Lei 12.587/2012 instituiu a nova Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) no Brasil e estabeleceu diretrizes e princípios para que os municípios planejassem o desenvolvimento urbano e a melhoria de serviços e infraestruturas, garantindo assim o melhor deslocamento de cidadãos e cargas. 

A lei priorizava o transporte coletivo, público e não motorizado, em detrimento do particular, individual e motorizado.  

Na época, a legislação gerou um impacto positivo e colocou o tema em discussão na imprensa geral. Mas, o prazo para as mudanças acontecerem terminou em abril de 2015, e apenas 5% das cidades brasileiras haviam concluído seus planos de melhorias na mobilidade. 

Mas nem tudo é desanimador.  

Conhecida como a “capital verde” desde os anos 90, Curitiba dá um exemplo de ações de mobilidade urbana sustentável no Brasil. A capital paranaense recebeu, em 2016, menção honrosa no prêmio Sustainable Transport Award (STA), do Institute for Transportation and Development Policy (ITDP), por suas iniciativas de compartilhamento de bicicletas, pela atenção dada a passageiros com deficiência e pelos semáforos inteligentes, que ampliam o tempo de travessia para pedestres com mobilidade reduzida. 

O Rio de Janeiro também entra para a lista de cidades brasileiras que investiram em mobilidade e sustentabilidade. Dados de 2016 apontam que o transporte sobre trilhos carioca, com apenas seis meses de operação, economizou 62t de CO² por meio da compra de energia oriunda de fontes renováveis. Transportando 60 mil pessoas por dia útil, o meio de transporte tirou cerca de 40 mil carros das ruas, e causou redução de 4,8 toneladas/km de CO² emitidas por dia. 

Em um cenário mais otimista, vemos algumas startups que trabalham exclusivamente para criar soluções urbanas que propõe melhorar a vida nas cidades, como a Urb-i, que realiza projetos e consultoria de mobilidade urbana. 

O trabalho dessa startup se baseia na transformação dos espaços públicos para facilitar a vida dos pedestres, e isso inclui alargamento de calçadas, aterramento da fiação, adequação da drenagem e criação de faixas de travessia estratégicas. 

Como vimos, os desafios para a melhoria da mobilidade urbana ainda são diversos e as soluções caminham a passos lentos. Porém, ao que tudo indica, com o crescente número de startups atuando neste segmento, a tendência é que este cenário evolua nos próximos anos. 

Sobre o Autor   

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento.  

Saiba mais: www.tegup.com

Hard ou soft skills: que tipo de habilidade é melhor para a minha startup?

Com a chegada da indústria 4.0 e novos modelos de atribuição – como o Job Sharing, citado anteriormente aqui no blog – cresce o número de empresas que procuram não apenas qualificações e competências técnicas na hora de contratar, mas também aptidões pessoais e comportamentais nos candidatos. 

As empresas mudam, o mercado muda, e a maneira de contratar está acompanhando essas mudanças. 

E é aí que entram as hard e soft skills, ou seja, as habilidades técnicas e interpessoais de cada colaborador. 

Hard skills são as capacitações técnicas que o profissional pode comprovar por meio de diplomas, certificados, testes práticos, cursos, entre outros. É todo o aprendizado que ele adquiriu e que pode ser demonstrado em aspectos físicos ou tangíveis. 

Alguns exemplos de hard skills são: proficiência em língua estrangeira; graduações; especializações; certificações específicas; cursos técnicos; manejo de máquinas e ferramentas; desenvolvimento de softwares etc. 

Já as softs skills são habilidades que o profissional possui e não podem ser identificadas nem comprovadas por meio de certificações ou diplomas, mas sim pela convivência diária e pela desenvoltura em solucionar problemas e realizar as tarefas com inteligência. 

Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, escola especializada em capacitar talentos para trabalhar no mercado digital, e um dos fundadores da Associação Brasileira de Startups, analisou as soft skills mais requisitadas pelo mercado. São elas: comunicação eficaz, pensamento criativo, resiliência, empatia, liderança e ética no trabalho. 

Os profissionais bem preparados tecnicamente sempre chamaram a atenção do mercado e dos recrutadores. Mas na era da informação e da transformação digital, especialmente quando falamos em negócios emergentes e empresas inovadoras, como as startups, os dois tipos de habilidades se tornaram complementares. 

É importante ter de um lado o colaborador que fornece as ferramentas para uma ideia acontecer (hard skills) e, do outro, aquele que cria soluções com um propósito (soft skills). 

Desta forma, nasce um produto ou serviço que atende às necessidades e identifica as dores do consumidor. 

Mas como avaliar as hard e soft skills na hora de contratar um profissional para a minha startup? 

A primeira dica é fazer um mapeamento das hard skills e soft skills necessárias para o cargo antes mesmo de anunciar a vaga. É importante levar em consideração as funções que serão executadas diariamente, as metas e os resultados desejados. 

Após traçar o perfil para cada profissional, o próximo passo é elaborar a descrição da vaga. Não importa se você irá contratar alguém por indicação, contar com a ajuda de um headhunter ou seguir o processo de recrutamento e seleção por conta própria, é importante deixar claro o que você espera do profissional e quais serão suas atribuições. 

Vale lembrar que tanto as hard quanto as soft skills podem ser desenvolvidas de diferentes maneiras. Por isso é crucial entender os impactos que elas causam em cada setor da sua startup, a fim de identificar o que pode ser melhorado e trabalhar para aplicar as soluções corretas. 

Sobre o Autor  

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

Saiba mais: www.tegup.com

Smart Dust: a tecnologia cada vez mais compacta e poderosa

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

Você já ouviu falar em Smart Dust, ou poeira inteligente? 

Trata-se de um conceito de dispositivos minúsculos, do tamanho de um grão de sal, mas extremamente poderosos.  

Cada grão da poeira conta com sensores, câmeras e mecanismos de comunicação que coletam dados e os enviam para processamento e estudo. 

Estes sistemas microeletromecânicos podem detectar, por exemplo, a luz, a temperatura, a vibração, o magnetismo ou substâncias químicas de determinado objeto ou mecanismo, e geralmente formam uma rede de computadores sem fio distribuída por uma área para executar certas tarefas, principalmente as mais sensíveis. 

Apesar de o conceito não ser novo, não é tão conhecido. 

A poeira inteligente foi uma proposta de pesquisa enviada à DARPA – Defense Advanced Research Projects Agency por Kris Pister, Joe Kahn e Bernhard Boser, estudantes da Universidade da Califórnia, em 1997.  

A proposta consistia na construção de nódulos de sensores sem fio cujo volume é de um milímetro cúbico, e teve a verba de pesquisa aprovada em 1998, um ano mais tarde.  

O conceito foi introduzido, desenvolvido e financiado pela DARPA devido às aplicações militares em potencial dessa tecnologia e posteriormente expandido por Pister, em 2001. 

Uma revisão recente discute várias técnicas de como reduzir a poeira inteligente da rede de sensores sem fio à escala dos micrômetros. 

Hoje, os sistemas microeletromecânicos são capazes de coletar dados de aceleração, estresse, pressão, umidade e sons, processando essas informações no que pode ser comparado a computadores de bordo.  

Tudo o que é coletado é armazenado em sua memória que, via Wi-Fi, consegue se comunicar com a nuvem, a base ou ainda outros sistemas microeletromecânicos. 

Assim como as tecnologias emergentes, a Smart Dust pode ser aplicada em diversos setores da indústria, principalmente o de logística, transporte e mobilidade. 

Com ela, é possível fazer o acompanhamento de equipamentos fabris para facilitar o processo de manutenção; identificar pontos fracos e possíveis falhas de sistema; monitorar o funcionamento de equipamentos e o rendimento dos funcionários remotamente; garantir a segurança da indústria a partir da conexão sem fio, evitando descargas elétricas e acidentes; aprimorar o controle de inventários em fábricas, conferindo prateleiras, caixas, remessas, transporte, entre outras estruturas; fazer a medição de qualquer coisa a qualquer hora e de qualquer lugar. 

A tecnologia Smart Dust ainda está em seus estágios iniciais. Mas não deve levar muito tempo para que os projetos comecem a sair do papel. 

Sobre o Autor  

A tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

Saiba mais: www.tegup.com